Você escolhe o que vê ou vive em uma bolha digital?
Nas redes sociais, nem sempre vemos tudo o que está acontecendo. Plataformas digitais usam algoritmos para selecionar o que aparece para cada pessoa. Eles levam em conta curtidas, pesquisas, comentários e o tempo que as pessoas passam vendo determinados conteúdos.
Esse mecanismo pode criar os chamados "filtros-bolha" ou “bolhas de filtro”. Na prática, o internauta passa a receber mais conteúdos parecidos com aquilo que já gosta ou com o que costuma acreditar. Enquanto isso, opiniões diferentes ou informações que contrariam esse padrão podem aparecer menos ou nem aparecer.
Um exemplo simples
Se você costuma pesquisar e interagir só com conteúdos sobre pizza, a rede social pode mostrar cada vez mais vídeos e posts sobre pizza e deixar o sushi de lado. Com o tempo, a sensação pode ser de que todo mundo só come pizza.
Com a desinformação também é assim
Esse efeito pode ser ainda mais preocupante quando o assunto é desinformação. Quando uma pessoa vê apenas uma versão de um assunto, fica mais difícil perceber contextos diferentes, comparar fontes e entender a história completa.
Por isso, vale praticar alguns cuidados:
• Busque informações em fontes diferentes, especialmente em veículos de notícias reconhecidos;
• Leia além da manchete;
• Compare versões antes de compartilhar;
• Não dependa só do que o algoritmo entrega no seu feed.
Diversificar as fontes ajuda a ampliar o olhar e a reduzir o risco de cair em conteúdos enganosos.
Podcast do Senado Verifica
A jornalista Ester Monteiro explica o que são bolhas digitais e o risco de desinformação. Ouça aqui o podcast do Senado Verifica na Rádio Senado:
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