Infodemia: informação em excesso também pode confundir
O termo infodemia ganhou força com a pandemia de covid-19. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) define esse fenômeno como um excesso de informações, parte delas imprecisas ou falsas, que surgem durante um acontecimento importante, tornando difícil para as pessoas encontrarem fontes verdadeiras e orientações confiáveis quando mais precisam.
A infodemia não é apenas sobre o grande volume de dados, mas sobre a rapidez com que boatos, desinformação e manipulações se espalham, principalmente pelas redes sociais digitais.
Os danos da infodemia na pandemia de covid-19
A pandemia de covid-19 é um exemplo de como a infodemia prejudicou as nações em escala global. Segundo a OPAS, teorias conspiratórias sobre a origem, causas, tratamentos e mecanismos de propagação da doença não apenas afetaram a saúde mental da população, mas comprometeram a sustentabilidade do sistema global de saúde, prejudicando a atuação de gestores e profissionais de saúde.
Dados do relatório apresentado pela organização revelaram que a produção massiva de conteúdo durante a crise sanitária foi sem precedentes. Apenas 30 dias do início da epidemia, foram 361 milhões de vídeos carregados no YouTube com a classificação “covid-19”.
No mesmo período, aproximadamente 550 milhões de postagens na plataforma X (antigo Twitter) continham termos relacionados à pandemia. O Brasil ocupou o terceiro lugar no volume desses tuítes (6%), atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Cerca de 19.200 artigos foram publicados no Google Acadêmico entre março e abril de 2020, refletindo um ritmo acelerado também na produção de conhecimento científico.
Separe o joio do trigo
Interromper o ciclo da infodemia exige postura ativa. Veja algumas orientações separar a informação confiável da desinformação:
- Crie anticorpos contra a mentira: desconfie de notícias bombásticas, receitas milagrosas ou áudios alarmantes.
- Siga a ciência: considere a palavra de especialistas e de autoridades no assunto.
- Seja parte da solução: só compartilhe informação comprovadamente segura.
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