300 mil: mulheres negras em marcha por direitos
Na reportagem especial "300 mil: mulheres em marcha por direitos", a jornalista Marcela Diniz registra a 2ª Marcha das Mulheres Negras, que aconteceu em 25 de novembro de 2025, em Brasília. Com uma série de reivindicações reunidas em duas bandeiras principais - Reparação e Bem Viver - esta foi a maior mobilização política de pretas e pardas do Brasil e contou com a força de mulheres de todas as regiões do país e de países africanos, da América Latina e do Caribe. Confra aqui os três episódios da reportagem especial "300 mil: mulheres em marcha por direitos".

Transcrição
1ª parte - Mete Marcha, Negona!
EM NOVEMBRO DE 2025, TREZENTAS MIL PESSOAS VIERAM A BRASÍLIA PARA A 2ª MARCHA DAS MULHERES NEGRAS.
ELAS QUEREM REPARAÇÃO E BEM VIVER: REPARAÇÃO DA DÍVIDA DO ESTADO COM A POPULAÇÃO DESCENDENTE DE PESSOAS ESCRAVIZADAS; E BEM VIVER, PARA QUE A VIDA SEJA PLENA PARA TODOS OS BRASILEIROS.
A REPORTAGEM ESPECIAL “TREZENTAS MIL: A MARCHA DAS MULHERES NEGRAS POR DIREITOS" VAI TRATAR DESSE ASSUNTO EM TRÊS EPISÓDIOS. ACOMPANHE AGORA O PRIMEIRO DELES.
UMA PRODUÇÃO, RÁDIO SENADO.
(Júlia dos Santos - BA) "Boa gente, meu nome é Júlia Njiline do Santos Apontotê, tenho 10 anos e vim de Salvador, Bahia. Eu me senti representada vendo várias outras mulheres, jovens, crianças negras em um lugar que é Brasília, né? A capital do Brasil é Brasília e várias mulheres negras, juntas, para lutar pelos seus direitos."
Quando a Júlia subiu naquele palco imenso com seu cabelo trançado e franjinhas finalizadas com miçangas para fazer uma das falas de abertura da segunda Marcha das Mulheres Negras, no dia 25 de novembro de 2025, em Brasília, ficou provado: a semente plantada dez anos atrás, quando houve a primeira Marcha, vingou; hoje, floresce; e amanhã, dará frutos.
No mesmo palco, escutando a criança, estavam idosas representantes da secular Irmandade da Boa Morte, fundada por volta de 1810, em Salvador, e renascida em 1820, em Cachoeira, na Bahia. A união afrocatólica, formada exclusivamente por mulheres negras, comprou a alforria de muitos escravizados. Júlia, certamente, representa o sonho de suas ancestrais.
A escritora Cidinha da Silva, na obra que traz 81 lições das décadas de convívio com Sueli Carneiro, figura fundamental do movimento negro no Brasil, ensina, em um dos capítulos, que "a gente não faz nada para a gente mesmo".
(Cidinha da Silva - escritora) "Faz para os que virão, faz pensando no brilho do amanhã. E a Marcha é uma representação disso, dessa luta que é incessante, que não pode, que não tem condição de parar, porque nada está ganho."
Quando Cidinha da Silva, referência no movimento negro, diz que "nada está ganho" não significa que ela não reconheça avanços, mas, sim, que enxerga a enormidade a ser conquistada - a começar pelo direito de permanecer viva. Sim, porque no Brasil, os dados são os seguintes:
63,6% das vítimas de feminicídio são negras, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Outra pesquisa, do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais, mostra que as negras são o maior grupo - 27,8% da população - mas só até a faixa etária dos 60 anos. Depois disso, a maior parcela é de mulheres brancas; ou seja, a longevidade também tem recorte racial.
Mulheres negras são maioria entre os mais pobres, os desempregados e subempregados. E recebem menos do que qualquer outro grupo social.
E é contra esse "estado de coisas" que elas se manifestam.
áudio - mulheres do Jequitinhonha na Marcha
(Jocélia Martins - DF) "Meu nome é Jocélia Martins de Oliveira, tenho 30 anos, sou bibliotecária e sou do Distrito Federal. Está mais do que comprovado nas estatísticas que as mulheres negras são sempre os maiores índices das piores estatísticas: sociais, econômicas, educacionais, entre outras; e que se a gente pensa num país igualitário, com dignidade, um país com qualidade de vida, é necessário que sejam elaboradas políticas públicas."
A Jocélia Martins foi uma das 300 mil presentes na Marcha das Mulheres Negras. Isso que ela disse sobre políticas públicas é essencial para entender que os conceitos de "reparação" e "bem viver", norteadores da mobilização deste ano e que devem ser traduzidos em ações concretas de educação, alimentação, saúde, segurança, trabalho, moradia, lazer e todos os outros direitos previstos na Constituição federal.
Lívia Santanna Vaz, promotora no estado da Bahia, diz que enquanto não houver justiça para as mulheres negras, não haverá real democracia:
(Lívia Santanna Vaz) "As mulheres negras estão na base da sociedade brasileira, na base socioeconômica da nossa sociedade. São mulheres que estiveram à margem de todos os regimes políticos no Brasil, mesmo aqueles regimes políticos ditos democráticos, então, é impossível falar na construção de uma democracia efetiva para todas as pessoas se não for, também, tecida pelas mãos das mulheres negras."
A Lívia Santanna foi uma das nove juristas indicadas pelo Movimento Mulheres Negras Decidem para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, no Supremo Tribunal Federal. A lista foi entregue ao presidente Lula, que preferiu mais um homem branco para a posição. O dia escolhido para divulgar a decisão foi 20 de novembro, feriado da Consciência Negra.
O Brasil nunca teve uma mulher negra no STF. Na Marcha do dia 25, uma enorme bandeira verde e amarela estampava a urgência de mudar essa história. Não foi desta vez.
A ausência ou a presença minoritária de mulheres negras também se repete na base do Judiciário e nos poderes Legislativo e Executivo. E impacta diretamente na prioridade dada às pautas da população representada por elas. Que, aliás, é a maior parte da nossa população.
Se a nossa democracia tem entre seus objetivos promover o bem de todos, ser justa e igualitária, é preciso corrigir a trajetória de exclusão dos negros. Ela é fruto da história do Brasil: último país das Américas a abolir a escravidão. Mas, afinal, como reparar - minimamente, que seja - o estrago feito por um sistema que, como bem definiu o sociólogo e ex-senador, Darcy Ribeiro, "moeu gente" durante três séculos e meio?
NO 2º CAPÍTULO DA REPORTAGEM ESPECIAL "TREZENTAS MIL: A MARCHA DAS MULHERES NEGRAS POR DIREITOS", ESSA PERGUNTA FINAL SERÁ RESPONDIDA.
VOCÊ SABERÁ EM QUE CONSISTE A REPARAÇÃO HISTÓRICA REIVINDICADA POR ESSAS BRASILEIRAS E VERÁ QUE O CONGRESSO NACIONAL TEM UM PAPEL FUNDAMENTAL NA CONQUISTA DESSE OBJETIVO.
2ª parte - Reparação - o que é isso?
NO 2º CAPÍTULO DO ESPECIAL "TREZENTAS MIL: A MARCHA DAS MULHERES NEGRAS POR DIREITOS", VAMOS ENTENDER MELHOR O QUE É A REPARAÇÃO QUE ESSAS BRASILEIRAS PEDEM E O QUE ISSO TEM A VER COM O CONGRESSO NACIONAL. A REPORTAGEM É DE MARCELA DINIZ.
UMA PRODUÇÃO, RÁDIO SENADO.
(Mical Gomes - RO) "Meu nome é Mical Gomes, eu venho de Rondônia, eu tenho 25 anos, é muito bom ver tanta mulher reunida buscando a reparação para as mulheres negras, lutar pelas nossas vidas"
A Mical Gomes, de Rondônia, integrou as 300 mil da Marcha de 2025, em Brasília. Ela fala em reparação. De fato, a mobilização se deu em torno destes dois conceitos: reparação e bem viver.
Mas, o que é a reparação que essas mulheres buscam para a população negra do país e porque ela é tão importante para que o Brasil rompa, de vez, com sua herança escravocrata?
O Brasil tem mais tempo de escravidão - três séculos e meio - do que de República - 136 anos. Foi o país que mais recebeu africanos sequestrados - 4,9 milhões - e foi o último das Américas a libertar os escravizados, em 1888.
Tanta história deixou marcas profundas em nossa sociedade: racismo, abismos econômicos e sociais, entre outros elementos de barbárie que permanecem até hoje.
Lei de 1837, do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, proibia escravizados e africanos, ainda que livres ou libertos, de frequentar escolas públicas.
No mesmo ano em que a Lei Eusébio de Queiroz proibiu o tráfico de pessoas da África para o Brasil, 1850, também foi criada a Lei de Terras. Até então, uma pessoa poderia ser dona de um pedaço de chão por usucapião - que é o direito de posse por ocupação. Depois da Lei, a propriedade se dava apenas por compra e venda. Ou seja, só quem tivesse dinheiro poderia ser dono de terras. Não era o caso da população negra.
Mesmo depois da abolição, em 1888, não houve nenhum tipo de indenização pelos séculos de sequestro, tráfico, trabalho forçado, tratamento cruel e degradante ou pelos milhões de mortos deixados pela estrutura e pela cultura escravocrata.
Em vez de reconhecer as injustiças da escravatura, o Estado brasileiro - que, aliás, também explorou o trabalho dos chamados "escravos nacionais" - colaborou para a permanência do racismo por meio de leis que estigmatizavam os negros.
O primeiro Código Penal republicano, de 1890, enquadrava como vadio ou vagabundo quem não tivesse como comprovar trabalho formal ou quem não tinha um teto próprio, o que era o caso de muitos libertos.
Capoeira, batuques da religiosidade de matriz africana e o samba, todos elementos da cultura negra, foram duramente reprimidos pelo Estado brasileiro.
Esse histórico está longe de abarcar todos os exemplos da herança perversa do escravismo no Brasil. Mas dá uma noção da necessidade de se romper, no presente, com o ciclo de atraso imposto aos negros. É justamente nisso que consiste a reparação desejada pelas mulheres que marcharam em Brasília.
Lembra que antes eu disse que, no ano 2000, negros eram 4,5% dos brasileiros com nível superior? Em 2022, dez anos depois das cotas, esse número aumentou mais que cinco vezes: 24% das pessoas negras já tinham seu diploma de graduação.
Em 2025, Senado e Câmara confirmaram e ampliaram a Lei de Cotas nos concursos. A expectativa é a de que ela também aumente a percentagem de negros, indígenas e pessoas de baixa renda no serviço público.
Agora, o olhar das mulheres negras se volta para duas Propostas de Emenda à Constituição ainda em debate no Congresso Nacional: a primeira e mais antiga é a PEC 33, de 2016, do senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul. Ela cria um fundo permanente para financiar ações de igualdade racial. A segunda é a PEC 27, apresentada em 2024 pelo deputado Damião Feliciano, do União da Paraíba, que destina R$ 20 bilhões para reparação racial.
Paulo Paim, que ajudou a escrever a Constituição de 1988 como deputado e foi autor ou relator da maioria dos projetos antirracistas que passaram pelo Senado nas últimas duas décadas, afirma que a pauta da reparação precisa da união das duas Casas do Congresso para virar realidade:
(sen. Paulo Paim) "Claro que todos nós estaremos juntos, não importa se o projeto iniciou na Câmara ou no Senado. Agora é a vez de aprovarmos recursos para essa causa tão importante."
Na sessão do Senado que celebrou o Dia Internacional dos Direitos Humanos, a jornalista e cientista política Diva Moreira, ativista histórica na luta por justiça racial e direitos humanos, defendeu investimentos públicos em ações de reparação à população negra:
(Diva Moreira) "Queremos dinheiro, sim, para aquelas mulheres que não vão conseguir se aposentar. Para fixar a nossa meninada nas escolas, para que elas não sejam seduzidas pelo tráfico de drogas e pela criminalidade. O que é que acontece com a arquitetura neuronal das nossas crianças que vivem espaços com tiroteios? O tio morreu, a mãe morreu, a avó, que era provedora, perdeu uma perna. Nós não podemos continuar vivendo desta maneira!"
No STF, um julgamento histórico reconheceu o racismo estrutural e institucional no Brasil como um "estado de coisas inconstitucional", o que reforça a pressão por políticas efetivas de reparação.
NO TERCEIRO E ÚLTIMO CAPÍTULO DA REPORTAGEM ESPECIAL "TREZENTAS MIL: MULHERES NEGRAS EM MARCHA POR DIREITOS", O TEMA É O BEM VIVER - OUTRA REIVINDICAÇÃO PRESENTE NA MAIOR MOBILIZAÇÃO POLÍTICA DE BRASILEIRAS PRETAS E PARDAS QUE NOSSO PAÍS JÁ VIU.
3ª parte - Bem viver: "o que é bom também deve ser meu"
NO ÚLTIMO CAPÍTULO DO ESPECIAL "TREZENTAS MIL: A MARCHA DAS MULHERES NEGRAS POR DIREITOS", O ASSUNTO É BEM VIVER - REINVINDICAÇÃO QUE TEM POTENCIAL DE MELHORAR A VIDA DE TODO O CONJUNTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA.
A REPORTAGEM É DE MARCELA DINIZ.
UMA PRODUÇÃO, RÁDIO SENADO.
(Mayrla Rodrigues - DF) "Eu marcho pelo fim do racismo. Ele nos adoece, ele nos mata. Eu não quero que os meus filhos passem pelas mesmas violências que eu tive que passar. No mercado de trabalho, escolas, faculdades. Nós merecemos viver com mais qualidade, com dignidade e com respeito."
Ao lado da reparação histórica por séculos de escravismo, o bem viver é a outra grande bandeira das 300 mil mulheres negras que se mobilizaram na já histórica Marcha a Brasília. Ao ressaltar a luta contra o racismo, a Mayrla, do Distrito Federal, toca em um aspecto fundamental desse conceito. Afinal, se o simples fato de existir te faz alvo de violências, como viver em paz e de forma plena?
O racismo é crime. Ele segrega, semeia o ódio, mata pessoas e inviabiliza a democracia. É algo que precisa ser combatido de forma ativa por todos, como lembra a Josi Teixeira, de Salvador, Bahia:
(Josi Teixeira - BA) "Porque não basta não ser racista, a gente precisa ser antirracista. Então, a gente tem lutado o tempo todo. Ainda mais a gente que é capital com maioria negra. Então, a gente precisa entender, cada dia, a ser antirracista. Porque ninguém nasce racista, a gente aprende a ser racista."
O Congresso avançou na legislação antirracista quando aprovou a equiparação do crime de injúria racial ao racismo. Mas a Josi, da Bahia, está certa ao dizer que só a Educação acabará realmente com o problema.
O racismo mata. O machismo, também. Mulheres negras são atravessadas por essas duas estruturas do ódio. Sete em cada dez vítimas de feminicídio são pretas ou pardas. O assassinato é o fim trágico de um ciclo de agressões.
A Cristiane, do Maranhão, veio a Brasília também para lembrar que é dever do profissional de saúde atender de forma humanizada às vítimas de violência doméstica:
(Cristiane Viégas - MA) "Sou Cristiane Vegas, integrante do Uninegro e da União Brasileira de Mulheres do estado do Maranhão. O objetivo de estar marchando junto com minhas companheiras é reivindicar um atendimento digno para as mulheres pretas na rede de saúde pública, onde ampara mulheres com violências domésticas."
Na Marcha, também se pediu o direito por uma vida livre da violência que retira a possibilidade de bem viver de brasileiras de todas as cores, idades e classes sociais.
Além do machismo e do racismo, mulheres negras com deficiência são atravessadas por mais uma forma de opressão: o capacitismo, preconceito que define uma pessoa por suas limitações.
Mas movimentos como o Vidas Negras com Deficiência Importam também marcaram presença em Brasília. A baiana Cleciane Cruz, que faz parte desse coletivo, segue decidida a lutar pelo fim da discriminação, pelo acesso à saúde integral e por uma inclusão que seja pra valer:
(Cleciane Cruz) "Nós somos, hoje, um comitê de mulheres negras com deficiência. Nós ainda estamos vivendo à margem da sociedade. A Marcha por Reparação e Bem Viver também precisa ser anticapacitista."
O preconceito também precisa sair do caminho da comunidadeLGBTQIA+. Na sessão solene da Câmara dos Deputados que celebrou a Marcha das Mulheres Negras, Érika Matheus, do Comitê Nacional organizador da mobilização, pediu o fim da violência que faz do Brasil o país que mais mata transexuais e travestis no mundo:
(Érika Matheus) "Se uma mana trans negra não está salva, ninguém está. É por isso que a gente marcha. Que as oportunidades sejam dadas e não perdidas nas esquinas. Que haja a segurança, a proteção."
Uma das presenças marcantes na Marcha das Mullheres Negras foi da Conac - Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. É um movimento que completará 30 anos em 2026 e que se articula com outros da América do Sul, América Latina, Caribe e países do sul Global.
As quilombolas adicionam à receita do bem viver o direito de viver em paz e isso depende, para começar, da titulação de seus territórios. E, ao fazer essa defesa, elas resguardam também o futuro de todos: ao lado dos povos indígenas, as comunidades quilombolas são as que mais garantem preservação ambiental.
É o que explica Selma Dealdina Mbaye, articuladora da Conac que ajudou a organizar a Marcha:
(Selma Dealdina Mbaye) "Fomos para a Marcha com um bandeirão de 5 metros quadrados pedindo 'Titulação já!' Sem titulação não tem transição justa, sem titulação não tem tratamento racismo, sem titulação não tem agroecologia, sem titulação não tem pessoas na salvaguarda de seus territórios."
O manifesto oficial da Marcha das Mulheres Negras 2025, que levou 300 mil pessoas a levantar em Brasília suas bandeiras pedindo reparação e bem viver, resume essas duas grandes reivindicações coletivas:
"Reparação e Bem Viver constituem o enunciado que expressa a força política das mulheres negras e reascende para a comunidade global o espírito da transformação do qual o mundo necessita para construirmos um presente e um futuro em que caibam todas as pessoas.
Estamos fazendo Palmares de novo, impulsionadas pelos sonhos de liberdade e emancipação germinados nos territórios negros do mundo!"
VOCÊ ACABOU DE OUVIR A REPORTAGEM ESPECIAL "TREZENTAS MIL: A MARCHA DAS MULHERES NEGRAS POR DIREITOS".
REDAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE MARCELA DINIZ.
LOCUÇÃO: RITTA ZUMBA.
EDIÇÃO DE LEILA HERÉDIA.
TRABALHOS TÉCNICOS DE JOÃO LIRA.
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