Sobrecarga de trabalho pressiona a saúde mental das mulheres
No Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, o Pautas Femininas destaca um tema urgente: o impacto da sobrecarga de trabalho na saúde mental das mulheres.
A edição mostra como a tripla jornada — trabalho, casa e cuidado com a família — tem levado a um cenário preocupante no Brasil. Dados recentes apontam recorde de afastamentos por transtornos mentais: mais de meio milhão de licenças, sendo quase dois terços concedidas a mulheres.
Ansiedade, depressão e burnout aparecem como consequências diretas desse acúmulo de responsabilidades, que não termina ao fim do expediente. A chamada jornada invisível amplia o estresse e também provoca efeitos como insônia, irritabilidade e falhas de memória.
O programa também aborda mudanças na legislação trabalhista. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 exige que empresas monitorem riscos psicossociais e assumam responsabilidade pela saúde mental dos trabalhadores.
A edição traz entrevista com Lia Lopes, especialista em economia do cuidado, que analisa como a sobrecarga doméstica impacta a vida profissional das mulheres.
O programa amplia a reflexão ao abordar a sobrecarga materna, muitas vezes tratada como algo natural. A partir do livro “O filho é da mãe: parentalidade e sobrecarga materna”, dos pesquisadores Laura Elisa Nascimento Vieira e Cláudio Márcio do Carmo, a edição mostra como sociedade e legislação ajudam a reforçar essa desigualdade.
A obra analisa a Lei 14.457/2022, que criou o programa Emprega + Mulheres. Apesar de estimular a empregabilidade feminina, a legislação pode reforçar a ideia de que o cuidado com os filhos é responsabilidade principal das mulheres.
Com entrevistas e análises, o Pautas Femininas convida à reflexão sobre a divisão de tarefas, o fortalecimento das redes de apoio e o avanço de políticas públicas que promovam mais equilíbrio e qualidade de vida.


