Programa Social

Senadores resistem à proposta de corte nos recursos do Bolsa-Família

22/10/2015, 18h48 - ATUALIZADO EM 22/10/2015, 18h48
Duração de áudio: 02:03
Foto: Jane Araújo/Agência Senado

Transcrição
LOC: OS SENADORES RESISTEM À PROPOSTA DE CORTE NOS RECURSOS DO BOLSA-FAMÍLIA. A OPOSIÇÃO DIZ QUE O ROMBO É DE RESPONSABILIDADE DO GOVERNO. LOC: SEM DINHEIRO EM CAIXA, O RELATOR DO ORÇAMENTO DE 2016 SUGERIU UMA REDUÇÃO DE DEZ BILHÕES DE REAIS DO PROGRAMA. A REPORTAGEM É DE HÉRICA CHRISTIAN. TÉC (Repórter): Em meio à revisão da meta de superávit, que é a poupança destinada ao pagamento dos juros da dívida, e à não aprovação do pacote fiscal, que inclui a volta da CPMF, o relator do Orçamento Geral da União de 2016, deputado Ricardo Barros, do PP do Paraná, não descarta retirar R$ 10 bilhões do Bolsa-Família. Segundo ele, o corte não vai atingir as pessoas já beneficiadas. Mas dificultará a entrada de novos. Ao comentar a possibilidade, o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, defendeu bom senso do Congresso Nacional e do governo. (Renan) Acho que o ajuste é importante para o equilíbrio das contas públicas. Ele só não pode permitir que se cobre a conta de quem não pode pagá-la. Sempre defendi a necessidade de qualificarmos o ajuste para não chegarmos a esse nível de raciocínio. REP: O líder do Democratas, senador Ronaldo Caiado de Goiás, responsabilizou o governo pelo corte ao afirmar que no ano passado houve um gasto extra de R$ 380 milhões nos programas sociais. (Caiado) Deixando nítida a utilização da estrutura do Estado para a campanha eleitoral. No momento em que passa a eleição, você corta a verba do Fies, Pronatec, Bolsa-Família mostrando que a preocupação nunca foi com as pessoas mais carentes mas com o projeto de governo. (Repórter): O líder do governo, senador Delcídio do Amaral do PT de Mato Grosso do Sul, negou o corte ao afirmar que o Palácio do Planalto apresentará alternativas de receitas, a exemplo da volta da CPMF. (Delcídio) Acho que o Bolsa-Família é um programa prioritário para o governo. Cortar R$ 10 bilhões num programa que é acima de tudo cidadão, não vejo sentido nenhum nisso. Acho que o governo tem se colocado de maneira clara com relação à preservação destes investimentos. (Repórter): O Orçamento Geral da União de 2016 ainda está em discussão na Comissão Mista de Orçamento. Da Radio Senado, HC.

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