Reforma da Previdência

Senadores preveem dificuldades para aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados em fevereiro

Senadores não acreditam em votação da reforma da Previdência (PEC 287/2016) em fevereiro na Câmara dos Deputados. Mudanças feitas ao projeto, como a redução do tempo de contribuição, são a última tentativa do governo de conseguir votos entre os indecisos. O líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), não acredita que as mudanças serão suficientes para atrair os deputados indecisos. O líder do governo, senador Romero Jucá (MDB – RR), admite dificuldades na votação da Reforma por ser um ano eleitoral e pelo fato de as mudanças ainda serem impopulares. Jucá afirma, no entanto, que a Reforma não vai tirar direitos.

07/02/2018, 20h41 - ATUALIZADO EM 08/02/2018, 08h22
Duração de áudio: 01:59
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.

Participam:
senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE); 
senador Pedro Chaves (PSC-MS); 
senador Romero Jucá (PMDB-RR); 
senador Sérgio de Castro (PDT-ES); 
senador Valdir Raupp (PMDB-RO); 
senadora Simone Tebet (PMDB-MS).

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Transcrição
LOC: SENADORES NÃO ACREDITAM EM VOTAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA EM FEVEREIRO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS. LOC: MUDANÇAS FEITAS AO PROJETO FINAL, COMO A REDUÇÃO DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO, SÃO A ÚLTIMA TENTATIVA DO GOVERNO DE CONSEGUIR VOTOS ENTRE OS INDECISOS. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN. TÉC: O Plenário da Câmara dos Deputados poderá votar a Reforma da Previdência no dia 28. Até lá, o Palácio do Planalto tenta conseguir 308 votos, placar mínimo para aprovação em primeiro turno. O relator, deputado Arthur Maia, do PPS da Bahia, fez mudanças ao projeto original em busca de 50 votos que faltam. Entre elas, está a manutenção de 15 anos do tempo de contribuição no regime geral, não mais 25, e das regras atuais para aposentadoria rural e para o Benefício de Prestação Continuada pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência. O líder do PT, senador Lindbergh Farias do Rio de Janeiro, não acredita que as mudanças serão suficientes para atrair os deputados indecisos. (Lindbergh) Nada, as maldades permanecem. Um trabalhador para se aposentar com o salário integral terá que trabalhar 40 anos. Porque se você contribuir com 15 anos, só se aposenta levando 60% do salário. Então, é muita maldade contra o povo. Eu acho que não vai passar porque o deputado ou senador que votar a favor da Reforma da Previdência, com certeza, perde a eleição. O líder do governo, senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, admite dificuldades na votação da Reforma por ser um ano eleitoral e pelo fato de as mudanças ainda serem impopulares. Ele voltou a afirmar que a Reforma não vai tirar direitos. (Jucá) A Reforma da Previdência tem dois eixos importantes que o governo não abre mão: uma é a retirada de privilégios e o outro é a questão de definir ao longo do tempo uma idade mínima que tenha efetividade com a realidade brasileira. Ou seja, se aposentar com 42 ou 43 anos não é possível para a conta da Previdência Social. A Previdência não aguenta mais esse tipo de aposentadoria precoce. REP: Entre os pontos mantidos na Reforma da Previdência está o aumento da idade mínima para 62 anos no caso das mulheres e de 65, no dos homens. Está pendente de negociação o acúmulo de aposentadoria e pensão. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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