Pandemia

Senadores do Nordeste querem explicações sobre fraude na compra de respiradores

02:39Senadores do Nordeste querem explicações sobre fraude na compra de respiradores

Transcrição LOC: SENADORES DO NORDESTE QUEREM EXPLICAÇÕES SOBRE FRAUDE NA COMPRA DE RESPIRADORES PARA OS NOVE ESTADOS DA REGIÃO. LOC: PELA INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA DA BAHIA, 48 MILHÕES DE REAIS FORAM PAGOS ANTECIPAMENTE NA COMPRA DE 300 EQUIPAMENTOS QUE ATÉ O MOMENTO NÃO FORAM ENTREGUES. REPORTAGEM JOSÉ ODEVEZA. TEC: Os senadores Styvenson Valentim do Podemos do Rio Grande do Norte, Eduardo Girão do Podemos do Ceará e senador Rodrigo Cunha do PSDB de Alagoas entregaram um oficio ao governador da Bahia Rui Costa, que preside o Consórcio Nordeste, com questionamentos sobre a possível fraude de compra de 300 respiradores hospitalares para os nove estados nordestinos. A aquisição dos equipamentos teve pagamento antecipado a empresa HempCare Pharma, responsável pelas intermediações com os fornecedores chineses. Segundo Styvensson Valentim o intuito é saber por qual motivo os aparelhos ainda não chegaram, se o dinheiro público usado na compra será devolvido, se ainda há tempo hábil para aquisição de novos respiradores e por que uma empresa especializada em medicamentos e produtos à base de cannabis foi escolhida para intermediar a negociação. (Styvensson Valentim) 48 milhões de reais e 700 mil para a compra de 300 ventiladores dos quais 30 vinham para o meu estado, não veio, não tinha respiradores, não chegou nenhum e essa é a finalidade dos ofícios, os esclarecimentos e a verdade. E saber se vai ser devolvido, se vai ser comprado, se o dinheiro público volta para os cofres públicos, ou para os hospitais para prestar esses serviços que a população tanto precisa. LOC: Segundo o senador Eduardo Girão do Podemos do Ceará, as denúncias foram encaminhadas ao Ministério da Justiça para ampliar as investigações. (Eduardo Girão) E nós levamos ao conhecimento do Ministério da Justiça comunicando sobre isso e perguntando se de alguma forma, já que existe verba federal envolvida, o Ministério da Justiça poderia acompanhar, junto com a Polícia Civil essa investigação. LOC: Além do Nordeste, fraudes na venda de respiradores estão sendo investigados em vários estados da federação, como Santa Catariana, Mato Grosso e São Paulo. Juntas as fraudes somam pelo menos 88,4 milhões de reais. O senador Zequinha Marinho do PSC do Pará defende em seu projeto de lei 2846 de 2020 que a fraude em licitação para compra de equipamento de combate à epidemia seja tipificado como crime hediondo. (Zequinha Marinho). Nosso projeto endurece as penas de uma forma significativa transforma esses crimes em crimes hediondos, para que a gente possa punir exemplarmente. Entendemos que a sociedade precisa execrar esse tipo de comportamento no seio social, para que se tenha tranquilidade ao trabalhar. LOC: Segunda a polícia civil da Bahia responsável pela operação Ragnarok, que prendeu o representante da empresa HempCare, o grupo tentava fechar contratos em outras unidades da federação, como o Distrito Federal. Sob supervisão de Maurício de Santi, da Rádio Senado José Odeveza.

Os senadores Styvenson Valentim (Podemos-RN), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Rodrigo Cunha (PSDB-AL) cobram explicações do governador da Bahia, Rui, Costa, que é presidente do Consórcio Nordeste, sobre a compra de 300 respiradores hospitalares por R$ 48 milhões. Os equipamentos até hoje não foram entregues à população dos estados que compõem a região Nordeste. A empresa responsável pela intermediação com fornecedores chineses, HempCare Pharma, é alvo de investigações da Polícia Civil da Bahia. A reportagem é de José Odeveza.

TÓPICOS:
Alagoas  Bahia  CE  Ceará  Crimes Hediondos  Distrito Federal  Estados  Justiça  Mato Grosso  Medicamentos  Ministério da Justiça  pandemia  Pará  Podemos  Polícia Civil  PSC  PSDB  Região Nordeste  Rio Grande do Norte  São Paulo  Senador Eduardo Girão  Senador Rodrigo Cunha  Senador Styvenson Valentim  Senador Zequinha Marinho 

Senado Federal - Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900 | Telefone: 0800 61 22 11
Ao vivo