Posse Presidencial

Senadores alertam que capital político de Bolsonaro vai pesar mas não será decisivo

O governo Jair Bolsonaro já estabeleceu suas prioridades. Entre elas, estão a reforma da Previdência e projetos polêmicos, como a redução da maioridade penal. O novo presidente chega ao poder com forte apoio, mas senadores alertam que capital político de Bolsonaro não será decisivo nas votações. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, destacou a necessidade do diálogo e da negociação com o Congresso Nacional. Já a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), avaliou que os parlamentares não aprovarão automaticamente toda a agenda proposta pelo novo governo.

02/01/2019, 06h51 - ATUALIZADO EM 02/01/2019, 10h22
Duração de áudio: 03:20
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Transcrição
LOC: SENADORES ALERTAM QUE CAPITAL POLÍTICO DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO VAI PESAR NO CONGRESSO NACIONAL, MAS NÃO SERÁ DECISIVO NAS VOTAÇÕES. LOC: ENTRE AS PRIORIDADES ESTÃO A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E PROJETOS POLÊMICOS COMO A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN. TÉC: Eleito no segundo turno com mais de 57 milhões de votos sem fazer campanha de rua, o presidente Jair Bolsonaro assume o mandato com capital político para tocar a agenda prioritária. Entre os destaques estão a Reforma da Previdência e até projetos polêmicos, como a redução da maioridade penal. Bolsonaro ainda contará com o apoio de diversas frentes parlamentares e não necessariamente de partidos, o que pode facilitar a votação de propostas essenciais para o governo. Apesar do quadro favorável, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, destacou a necessidade do diálogo e da negociação com o Congresso Nacional. (Eunício): Os melhores ideais ou as melhores ideias podem ser aperfeiçoadas. Saber divergir com um argumento sólido enriquece a política e a vida. É assim que crescemos e nos aprimorando. É no Parlamento que é o diálogo bem exercitado leva ao entendimento e assim as melhores soluções para nossa nacionalidade. REP: A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann do Paraná, avalia que o Congresso Nacional não aprovará automaticamente toda a agenda de Bolsonaro em consequência do capital político. (Gleisi) O Congresso Nacional representa essa diversidade da população brasileira das ideias, das posições. Obviamente, tudo que chega lá é motivo de debates e discussões. Vamos ver se o governo tem capacidade de impor a sua ideologia extrema-direita ao Congresso Nacional. (REP): O senador Hélio José, do PROS do Distrito Federal, ponderou, no entanto, que no Senado costuma prevalecer a decisão individual de cada parlamentar. (Hélio José) Com certeza, cada senador, cada deputado tem sua bandeira, sua ideologia e sua independência. Então, consequentemente, é necessário abrir uma ponte especial de diálogo tanto no Senado quanto na Câmara se quiser realmente ter um sucesso de governo. REP: O senador Acir Gurgacz, do PDT de Rondônia, destacou que o voto dos parlamentares vai considerar o eleitorado. (Acir) O presidente chega fortalecido à presidência da República assim como também os novos senadores. Agora isso não muda a votação. Muda sim a maneira de debater os temas. E entendo que nós vamos estar em contato com a população dos nossos estados. REP: O consultor do Senado, Gilberto Guerzoni, ressaltou que o diálogo tem um peso maior do que o capital político. (Guerzoni) Então, ele entra na vida política com muita força. E sua agenda vai ser uma agenda bastante importante aqui no Congresso Nacional. Mas em todos os momentos, sem negociar, sem, às vezes, ceder um pouco, sem discutir, ele vai ter muita dificuldade. REP: Entre os 30 partidos com representação no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro contará com o apoio do PSL, DEM, PP, PR, PTB, PSD e PRB. Já a oposição será feita pelo PT, PSB, PDT, PSOL, PC do B, Rede e PV. Outras bancadas, como as do MDB, PSDB, Solidariedade, PPS, Novo, PROS e Avante se declararam independentes. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

Ao vivo
00:0000:00