Plenário

Senadoras criticam desigualdades no mercado de trabalho para mulheres

01:57Senadoras criticam desigualdades no mercado de trabalho para mulheres

Transcrição LOC: DE ACORDO COM PESQUISA DIVULGADA PELO IBGE, AS MULHERES GANHAM MENOS QUE OS HOMENS E AINDA GASTAM MAIS TEMPO COM OS AFAZERES DOMÉSTICOS. LOC: ESSA DESIGUALDADE E TAMBÉM A JORNADA DE TRABALHO AMPLIADA FORAM BASTANTE CRITICADAS POR SENADORAS NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER. REPÓRTER GUSTAVO AZEVEDO. (Repórter) Apesar de alguns avanços e conquistas nos últimos anos, as mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades, especialmente no mercado de trabalho. A reforma trabalhista é um exemplo disso, como afirmou a senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas: (Vanessa) A reforma trabalhista, a lei em vigor hoje, retroagiu, para permitir que mulher gestante e lactante, aquela que esteja amamentando, trabalhe em lugar insalubre. O que é isso? (...) E não é só a diferença salarial: a mulher ainda acumula a tripla jornada de trabalho. A mulher é quase que a responsável exclusiva pelos afazeres e cuidados domésticos. (Repórter) De acordo com o IBGE, o salário pago às mulheres é, em média, 25% menor que o dos homens. Mas esse não o único problema. Além de terem remuneração inferior, as mulheres gastam 73% a mais de horas fazendo as atividades domésticas, como cuidar dos filhos e limpar a casa. A senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, ressaltou a importância de uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. (Gleisi Hoffmann) Infelizmente, apesar dos diversos avanços que nós tivemos na nossa sociedade, as mulheres ainda estão numa situação de muita desigualdade em relação aos homens. Por isso que é importante o dia oito de março, para nós fazermos essa reflexão e saber o quanto as mulheres ainda têm que avançar. (Repórter) A senadora Fátima Bezerra, do PT do Rio Grande do Norte, defendeu mais representação feminina na política para mudar essa realidade. (Fátima Bezerra) A democracia não pode caminhar bem com um déficit dessa natureza, até porque nós mulheres, inclusive, representamos mais da metade da população. (Repórter) Ainda segundo o IBGE, as mulheres têm mais escolaridade que os homens. Mas apenas 37,8% delas ocupam cargos gerenciais.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as mulheres recebem menos que os homens, mesmo com maior escolaridade, e ainda gastam mais horas cuidando das atividades de casa. Essa responsabilidade, segundo o IBGE, afeta a inserção das mulheres no mercado de trabalho. As senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffman (PT-PR) e Fátima Bezerra (PT-RN) lamentam o quadro e apontam a reforma trabalhista como um dos fatores responsáveis. A reportagem é de Gustavo Azevedo, da Rádio Senado.

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