Relações Exteriores

Senadoras criticam baixo número de embaixadoras do Brasil no exterior

Senadoras criticaram o baixo número de indicações de embaixadoras para representar o Brasil no exterior. Das 32 indicações votadas pelo Senado, apenas duas eram de mulheres. A senadora Leila Barros (PSB-DF) ainda ressalta que as mulheres não são indicadas para as embaixadas mais importantes. Kátia Abreu (PP-TO) afirma que o tema será tratado na audiência com o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, na próxima quinta-feira (24). Mais informações com o repórter Rodrigo Resende.

22/09/2020, 12h11 - ATUALIZADO EM 22/09/2020, 12h20
Duração de áudio: 02:22
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Transcrição
LOC: SENADORAS CRITICARAM O BAIXO NÚMERO DE INDICAÇÕES DE EMBAIXADORAS PARA REPRESENTAR O BRASIL NO EXTERIOR. LOC: DAS 32 INDICAÇÕES VOTADAS PELOS SENADORES NESTA SEMANA, APENAS DUAS ERAM DE MULHERES. MAIS INFORMAÇÕES COM O REPÓRTER RODRIGO RESENDE: (Repórter) Nicole Campos Pinheiro tem 15 anos, mora em Belo Horizonte e já escolheu o que quer fazer no futuro: ser embaixadora: Nicole – 16” – Eu interessei na carreira diplomática para representar o Brasil em outros países, pra criar vínculos comerciais, sociais, culturais, econômicos em outras nações, e pra ajudar o Brasil politicamente e culturalmente. (Repórter) Mas além dos estudos, Nicole pode enfrentar outro desafio no caminho até uma embaixada brasileira no exterior: a pouca representatividade feminina na área. A senadora Leila Barros, do PSB do Distrito Federal, criticou o baixo número de indicações de mulheres para embaixadas e representações internacionais. Das 32 indicações votadas pelo Senado durante o esforço concentrado, apenas duas eram de mulheres. E Leila ainda apontou que os principais cargos da diplomacia dificilmente são ocupados por mulheres: (Leila Barros) Pelo que pude apurar, os postos mais importantes parecem ser privativos aos embaixadores. Nunca houve, Sr. Presidente, Srs. Senadores, embaixadoras indicadas em Washington, em Londres, em Roma, Buenos Aires, Madri e Lisboa. Não há nenhuma mulher chefiando embaixadas em países da América do Sul, exceto na Guiana Inglesa. Parece-me que a única exceção é a atual Embaixadora do Brasil junto à ONU, em Genebra. (Repórter) A senadora Eliziane Gama, do Cidadania do Maranhão, lamentou a situação: (Eliziane Gama) Infelizmente, embora a luta das mulheres seja histórica, nós ainda não alcançamos minimamente o adequado – no que se refere à participação igualitária, em relação aos homens – na sociedade brasileira. Isso fica muito claro quando nós temos apenas duas mulheres indicadas, num universo de 32 embaixadores que estamos aqui a votar nesta Comissão. (Repórter) A Senadora Kátia Abreu, do PP do Tocantins, afirma que o tema será tratado com o ministro Ernesto Araújo em audiência da Comissão de Relações Exteriores: (Kátia Abreu) Quero reiterar também a minha indignação pelo número muito pequeno de mulheres embaixadoras por todo o mundo. Será uma oportunidade na quinta-feira, quando aqui o Chanceler vier, de interrogá-lo a respeito dessa posição. (Repórter) No Senado, das 81 vagas disponíveis, 3 para cada estado, 11 são ocupadas por senadoras.

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