Licença

Senador Chico Rodrigues pede licença do mandato por 121 dias

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) se licenciou do mandato por 121 dias para preparar a defesa da acusação de suposto recebimento de verba pública destinada à pandemia. Ele reafirmou que o dinheiro apreendido é lícito e seria usado no pagamento de funcionários da empresa dele. Com a decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso, tornou sem efeito o pedido de afastamento de 90 dias de Chico Rodrigues. O senador Marcos Rogério (DEM-RR) considerou acertada licença do colega. O presidente do Conselho de Ética, senador Jayme Campos (DEM-MT), afirmou que a representação contra Chico Rodrigues continuará sob análise. As informações são da repórter Hérica Christian.

20/10/2020, 14h10 - ATUALIZADO EM 20/10/2020, 19h44
Duração de áudio: 02:49
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
LOC: SENADOR CHICO RODRIGUES, DO DEMOCRATAS DE RORAIMA, SE LICENCIA DO MANDATO PELO PRAZO DE CENTO E VINTE UM DIAS. PRIMEIRO SUPLENTE DEVERÁ ASSUMIR O CARGO. LOC: MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL REVOGA O PRÓPRIO PEDIDO DE AFASTAMENTO DO PARLAMENTAR POR NOVENTA DIAS. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN TÉC: Sob o argumento de que terá tempo para buscar provas de sua inocência, o senador Chico Rodrigues, do Democratas de Roraima, pediu o afastamento do mandato pelo prazo de 121 dias. Nesse período, deverá assumir o cargo o primeiro suplente, Pedro Rodrigues, que é filho do senador. Chico Rodrigues é investigado por ter supostamente recebido recursos destinados ao Estado de Roraima para ações de combate ao novo coronavírus. No documento enviado à presidência do Senado, Chico Rodrigues esclareceu que o dinheiro encontrado com ele tem origem lícita declarado no Imposto de Renda e que seria usado no pagamento de funcionários da empresa da família. E ponderou que os R$ 27 milhões da emenda de bancada continuam na conta do Fundo Estadual de Saúde de Roraima, o que, segundo ele, mostra a impossibilidade de os mais de R$ 30 mil apreendidos serem verbas públicas. Chico Rodrigues atribuiu a uma reação automática o ato de guardar o dinheiro no momento da invasão à sua residência numa referência à Operação da Polícia Federal. O senador Marcos Rogério, do Democratas de Roraima, avalia como acertada a decisão do colega de se licenciar do mandato. (Marcos Rogério) Acho que o senador Chico Rodrigues tomou a decisão correta e que dá a ele a oportunidade agora de fazer a sua defesa com toda a amplitude necessária. E preserva a imagem do Senado Federal e evita expor os senadores. Acho que independentemente do mérito da investigação, cabe à Polícia Federal fazer a investigação e cabe a ele fazer a sua defesa. REP: Com o licenciamento de Chico Rodrigues, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso, tornou sem efeito o pedido de afastamento do senador por 90 dias. Essa liminar seria julgada pelo pleno do STF e encaminhada para manifestação do Senado. O presidente do Conselho de Ética, senador Jayme Campos, do Democratas de Mato Grosso, explicou que a representação contra Chico Rodrigues continuará sob análise apesar da licença do parlamentar. (Jayme) Até porque ele não deixou de ser senador. Ele está licenciado temporariamente por 121 dias do cargo de senador da República. Por isso, assume por conseguinte o primeiro suplente na sua vaga. Mas não tem nenhum impedimento legal de ser convocado ou convidado para vir aqui na Comissão para ser ouvido diante dos fatos e da denúncia, e sobretudo, sobre essa representação preposta por esses partidos. REP: Se o parecer da Advocacia do Senado for pela aceitação da representação, o presidente do Conselho de Ética fará o sorteio do relator. Mas a Comissão não poderá tomar uma decisão, por enquanto, porque na pandemia apenas o Plenário do Senado está autorizado a funcionar na modalidade semipresencial. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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