Igualdade

Senado combate preconceito contra pessoas com deficiência

Uma campanha promovida pelo Senado Federal durante o mês de novembro pretende conscientizar a população no combate ao preconceito contra pessoas com deficiência. A ideia é mostrar a importância da igualdade de tratamento para todos. O trabalho faz parte das homenagens ao Dia Internacional do Deficiente Físico, celebrado em 3 de dezembro. Acompanhe as informações na reportagem de Raquel Teixeira, da Rádio Senado.

29/10/2020, 18h20 - ATUALIZADO EM 30/10/2020, 09h24
Duração de áudio: 02:25
Foto: Nelson Oliveira/Agência Senado

Transcrição
LOC: SENADO FAZ CAMPANHA PARA CONSCIENTIZAR A POPULAÇÃO SOBRE O PRECONCEITO CONTRA DEFICIENTES FÍSICOS. LOC: O DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA É COMEMORADO EM 3 DE DEZEMBRO. REPÓRTER RAQUEL TEIXEIRA. TEC:Apenas um olhar, um gesto, um toque pode expressar o que as palavras não falam. A pena que você demonstra por aquela pessoa que é incapaz de enxergar, ouvir ou até caminhar pela vida de forma comum é chamada de preconceito. Uma campanha promovida pelo Senado Federal durante todo o mês de novembro pretende conscientizar a população sobre a importância da igualdade de tratamento para todos. Para o senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, ninguém deveria ser tratado de forma diferente, todo cidadão merece respeito e acessibilidade. (PAIM) Quando olhamos uma pessoa com deficiência geralmente ficamos entre duas visões, ou pela percepção da pena, ou da superação. Ambas são excludentes. A perspectiva ideal não é nenhuma das duas. O que as pessoas com deficiência necessitam e de direitos, acessibilidade. Rep: O senador Fabiano Contarato, da Rede Sustentabilidade, do Espírito Santo, afirma que a Constituição Federal já define que todos são iguais perante a lei. (CONTARATO) Nós temos que ter um Estado muito mais inclusivo e participativo, independente de raça, de cor, de etnia, de religião, de origem, de pessoa com deficiência ou idoso. Nós temos que entender que nós temos que acolher as pessoas com deficiência porque todos nós saímos ganhando com isso uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. Rep: E a senadora Mara Gabrilli, do PSDB de São Paulo, conta um pouco da própria experiência como deficiente. (GABRILLI) Eu entrei na política por causa dessas pessoas, porque eu passei por uma experiência que me deixou sem movimento nos braços, nas pernas, no tronco, sem movimento pra conseguir respirar, eu não falava. Eu estou aqui por eu ter tido tanta condição de ter saúde pra trabalhar, e se a gente melhorar a vida dessas pessoas é a nossa vida que vai dar um salto de qualidade junto. Rep: As estatísticas mais recentes divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, apontam que há mais de 12 milhões de cidadãos brasileiros com algum tipo de deficiência, seja na visão, audição ou locomoção, o que representa 6% da população do país. Da Rádio Senado, Raquel Teixeira.

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