Resolução

Senado autoriza BNDES a contratar empréstimo de US$ 750 millhões com o BID

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (20) o projeto (PRS 48/2020) que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a contratar empréstimo externo de US$ 750 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A operação de crédito tem a garantia da União. Os recursos serão aplicados no financiamento de micro, pequenas e médias empresas dentro do 2º Programa do Convênio de Linha de Crédito Condicional BID-BNDES de Financiamento a Investimentos Produtivos e Sustentáveis. A relatora, Kátia Abreu (PP-TO), defendeu a oferta de grande parte dos recursos para linhas de crédito aos pequenos e microempresários. Reportagem, Iara Farias Borges.

21/10/2020, 12h41 - ATUALIZADO EM 21/10/2020, 18h37
Duração de áudio: 02:07
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
LOC: O SENADO AUTORIZOU O BNDES A CONTRATAR EMPRÉSTIMO DE 750 MILLHÕES DE DÓLARES COM O BID – BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO. LOC: O DINHEIRO SERÁ USADO EM LINHAS DE CRÉDITO PARA AS MICROS, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS. REPORTAGEM DE IARA FARIAS BORGES. (Repórter) Com a garantia da União, o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, foi autorizado pelo Senado a contratar empréstimo com o BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, no valor de 750 milhões de dólares. O dinheiro será aplicado na criação de linhas de crédito a micro, pequenas e médias empresas, dentro do “Segundo Programa do Convênio de Linha de Crédito Condicional BID–BNDES de Financiamento a Investimentos Produtivos e Sustentáveis”. A relatora, senadora Kátia Abreu, do PP do Tocantins, comemorou o reforço de quase cinco bilhões de reais para investir nos pequenos empresários. E defendeu a oferta de grande parte dos recursos prioritariamente às micro e pequenas empresas, que tradicionalmente têm pouco acesso às linhas de crédito do sistema bancário. (Kátia Abreu) Que desse valor de 5 bi iniciais seja dedicada boa ou grande parte dele para as Fintechs, para as Oscips de crédito e para as cooperativas de crédito. Por quê? É uma preferência, é uma discriminação com os grandes? Não. É porque são exatamente essas instituições de crédito que chegam lá na esquina da última rua do Amapá, do meu Tocantins, do Paraná, Santa Catarina, Amazônia. Então, são eles que vão levar os 15 mil, 10 mil, 20 mil, para aquele pequeníssimo empresário – ou até 5 mil – que não tem acesso a nada e a lugar nenhum, e eles têm essa capilaridade maravilhosa”. (Repórter) Segundo Kátia Abreu, as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais geram 28 milhões de empregos e participam com 27% do PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do país. Já as médias e grandes empresas geram 18 milhões de empregos e representam 25,6% do PIB. Na opinião da senadora, o investimento nos pequenos negócios vai alavancar a economia nacional. - PRS 48/2020

Ao vivo
00:0000:00