Projeto Quintas Femininas debate valorização do trabalho das parteiras

LOC: O TRABALHO DAS PARTEIRAS PRECISA SER RECONHECIDO E VALORIZADO.  

LOC: ESTA É A OPINIÃO DAS PARTICIPANTES DO DEBATE PROMOVIDO PELO PROJETO QUINTAS FEMININAS, UMA AÇÃO DA PROCURADORIA DA MULHER DO SENADO E DA CÂMARA DOS DEPUTADOS. A REPORTAGEM É DE ANA BEATRIZ SANTOS: 

TÉC: O trabalho das parteiras tradicionais é decisivo nas comunidades afastadas, principalmente nas regiões norte, nordeste e centro oeste. A atividade oferece grandes vantagens, como o incentivo ao parto natural, a assistência humanizada à família e à criança e o encaminhamento dos casos de complicação ao serviço de saúde. Para a deputada Janete Capiberibe, a discussão do tema demonstra que o Congresso Nacional quer auxiliar a valorizar essa atividade tradicional. 

(Janete Capiberibe) As quintas femininas é importante porque repercute, mostra que esta casa fala sobre parteira, sobre parto natural, sobre parto normal, sobre parteira tradicional. 

(REPÓRTER) A deputada do PSB do Amapá destacou que existem projetos em análise no Congresso que reconhecem a importância da função, como o que prevê o reconhecimento do trabalho das parteiras tradicionais como patrimônio imaterial do Brasil. Entre os benefícios do parto em casa, as expositoras destacaram o estreitamento do vinculo familiar e a queda do numero de cesarianas, uma intervenção cirúrgica que é feita em excesso no Brasil. A professora do curso de Enfermagem da Universidade de Brasília, Silvéria dos Santos, explicou que hoje, nas grandes cidades, o parto em casa atrai mulheres que querem dar a luz de forma humanizada. 

(Silvéria dos Santos) Eu tenho sido solicitada semanalmente aqui por mulheres de diferentes formações e diferentes níveis sócio econômicos que procuram a nossa atividade de parteira porque não querem se submeter ao rigor dos protocolos institucionais a que são submetidas no serviço de saúde em qualquer lugar desse país. 

(REPÓRTER) Segundo as expositoras, em diversos países o trabalho das parteiras já faz parte das políticas de saúde, para atendimento das gestações de baixa complexidade. Elas pedem o reconhecimento dos gestores de saúde e principalmente da classe médica da importância do trabalho dos enfermeiros obstétricos e das parteiras tradicionais como parte integrante dos serviços de saúde. Também Participaram do debate representantes da secretaria de saúde do Distrito Federal e da rede de parteiras do estado do Amapá.
08/05/2014, 02h03 - ATUALIZADO EM 08/05/2014, 02h03
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