Pandemia

Pesquisa Fiocruz revela uso de fake news durante epidemia

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz revela as principais redes sociais utilizadas para disseminar fake news sobre o novo coronavírus. Mais de 70% das notícias falsas são compartilhadas pelo aplicativo Whatsapp. O presidente da CPI Mista das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), demostrou preocupação sobre os números apresentados no estudo. Repórter Regina Pinheiro.

22/04/2020, 17h40 - ATUALIZADO EM 22/04/2020, 18h05
Duração de áudio: 02:26
Foto: portal.fiocruz.br

Transcrição
LOC: UMA PESQUISA DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ REVELOU AS PRINCIPAIS REDES SOCIAIS UTILIZADAS PARA DISSEMINAR FAKE NEWS SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS. LOC: MAIS DE 70 POR CENTO DAS NOTÍCIAS FALSAS SÃO COMPARTILHADAS PELO APLICATIVO WHATSAPP. REPÓRTER REGINA PINHEIRO TÉC: O estudo foi feito pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, e comandado pelas pesquisadoras Claudia Galhardi e Maria Cecília de Souza Minayo. A pesquisa foi desenvolvida com base em dados colhidos pelo aplicativo “Eu Fiscalizo”. O aplicativo, que pode ser baixado pela Playstore ou App Store, possibilita que usuários notifiquem conteúdos impróprios e verifiquem possíveis notícias falsas em veículos de comunicação e mídias sociais, como o WhatsApp. O estudo apontou que 73,7% das notícias falsas sobre a covid-19 circulam pelo aplicativo de mensagens WhatsApp; 10,5% foram publicadas no Instagram e 15,8% no Facebook. O Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a divulgação de Fake News, senador Angelo Coronel do PSD da Bahia demostrou preocupação quanto aos números divulgados. (Angelo) “Isso é um absurdo! No WhatsApp, por exemplo, 70% ou mais um pouco do que circula pelo Zap, eles citam a Fiocruz como fonte de informação. Ou seja: os criminosos digitais utilizam-se do crédito que tem a Fiocruz para disseminar essas Fake News, dando orientações falsas de como combater o coronavírus.” (Rep) Angelo Coronel ressalta a importância da manutenção dos trabalhos da CPMI das Fake News. (Angelo) “A cada dia, eu vejo a importância da CPMI das Fake News continuar ativa, pra tentar ajudar a sociedade brasileira a combater esse grande mal, essa pandemia eletrônica que são as Fake News, ou seja, as desinformações veiculadas nas Redes Sociais. Nós temos que nos aprofundar, nós temos que punir, temos que deletar das redes sociais esses criminosos.” (Rep) As atividades da CPMI terminariam no dia 14 de abril, mas seus trabalhos foram prorrogados por mais 180 dias por decisão dos parlamentares. No entanto, o deputado Eduardo Bolsonaro do PSL de São Paulo protocolou mandado de segurança no STF para anular a prorrogação. O ministro Gilmar Mendes foi sorteado para analisar o pedido.

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