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Paim sugere criação de grupo de trabalho para buscar soluções para aumentos abusivos de planos de saúde

Os reajustes das mensalidades cobradas por Planos de Saúde foram o tema do debate nesta segunda-feira (04) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). O presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT – RS) sugeriu a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de buscar soluções para os aumentos considerados abusivos.

04/04/2016, 13h28 - ATUALIZADO EM 04/04/2016, 13h47
Duração de áudio: 02:16
Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

Transcrição
LOC: OS REAJUSTES DAS MENSALIDADES COBRADAS POR PLANOS DE SAÚDE FORAM O TEMA DO DEBATE NESTA SEGUNDA-FEIRA NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA. LOC: O PRESIDENTE DA COMISSÃO, SENADOR PAULO PAIM, DO PT GAÚCHO, SUGERIU A CRIAÇÃO DE UM GRUPO DE TRABALHO COM O OBJETIVO DE BUSCAR SOLUÇÕES PARA OS AUMENTOS CONSIDERADOS ABUSIVOS. REPÓRTER NARA FERREIRA: TÉC: Leandro Farias, coordenador do Movimento “Chega de Descaso”, afirmou que nos planos individuais ou familiares o reajuste anual é tabelado pela Agência Nacional de Saúde, que determina um limite de aumento para conter abusos nas mensalidades. Mas, segundo ele, nos últimos dez anos, o percentual do ajuste tabelado pela ANS foi acima da inflação. A situação é mais grave, segundo ele, no caso de planos coletivos por adesão, em que os reajustes são liberados. (LEANDRO): Essa complexa prática funciona como uma verdadeira arapuca, a falta de transparência e informação nesse procedimento nebuloso acaba acarretando uma enorme demanda de clientes lesados. (REP) O Diretor Executivo da Abrange, Associação Brasileira dos Planos de Saúde, Antonio Carlos Abbatepaolo, disse que há uma defasagem entre o reajuste autorizado pela ANS e a inflação no setor apurada no mercado. Ele destacou que a inflação dos custos médicos e hospitalares chegou a 17% em 2015, e pode ser maior em 2016. Ele disse que a crise econômica levou a uma redução de 766 mil planos. Outro fator que encarece os custos, segundo o diretor da Abrange, é o desperdício. (ANTÔNIO) Os custos são altíssimos, no caso das consultas há um certo desperdício, talvez tenhamos que rediscutir um pouco o modelo. Em vários países tem o clinico geral que redistribui o atendimento e pode resolver na hora. 20 por cento dos exames não são nem retirados. (REP) O senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, criticou o fato de o poder público fixar o reajuste dos planos individuais e familiares com base nos parâmetros da parte não regulada: os planos coletivos, liberados. Segundo ele, para os reajustes mais cruéis. (PAIM) A situação de fato é gravíssima. Não fiquei convencido, saio daqui mais preocupado ainda. Por exemplo, como que alguém me explica um aumento no plano de saúde de 150% ao ano? Não tem explicação. (REP) Paim sugeriu a formação de um grupo de trabalho que aponte caminhos para resolver a questão. Da Rádio Senado, Nara Ferreira.

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