Comissão de Transparência

Ministro do Turismo nega existência de candidaturas-laranja em MG

02:44Ministro do Turismo nega existência de candidaturas-laranja em MG

Transcrição LOC: O MINISTRO DO TURISMO NEGOU A EXISTÊNCIA DE CANDIDATURAS-LARANJA EM MINAS GERAIS À COMISSÃO DE TRANSPARÊNCIA, FISCALIZAÇÃO E CONTROLE. LOC: MARCELO ÁLVARO ANTÔNIO ALEGOU QUE AS DENÚNCIAS FORAM MOTIVADAS POR DISPUTA INTERNA DO PSL. A REPORTAGEM É DE MARCELLA CUNHA (Repórter) O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse à Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle que não houve nenhuma candidatura-laranja pelo PSL nas eleições de 2018. Ele era presidente da sigla em Minas Gerais e foi denunciado pelo Ministério Público do Estado, que investiga pelo menos quatro candidaturas femininas que seriam de fachada para garantir acesso ao dinheiro do Fundo Partidário. Uma delas recebeu apenas 196 votos. Ele também foi indiciado pela Polícia federal pelos crimes de falsidade ideológica, associação criminosamente e apropriação indébita e disse se sentir injustiçado. Segundo Álvaro, as denúncias foram motivadas por disputas de território partidário em Minas Gerais. Uma das denunciantes teria, inclusive, chantageado o ministro, que afirmou estar tomando as providências legais. (Alvaro) "Foram formatados grupos de Whatsapp orquestrando e direcionando ataques a mim e nomeando cada um com as suas atribuições no grupo de WhatsApp. Mas ninguém com mandato." Rep: A investigação corre em segredo de justiça e, por isso, Álvaro alegou que não poderia responder aos questionamentos sobre o nome do presidente Jair Bolsonaro, que aparece em uma das planilhas apreendidas pela Polícia Federal, com a palavra em inglês “out”, que indicaria um valor repassado por fora. Para o autor do requerimento de convocação, senador Randolfe Rodrigues da Rede Sustentabilidade do Amapá, as explicações foram insatisfatórias. (Randolfe Rodrigues) O próprio Ministro diz que foi vítima de grupo de WhatsApp e que é uma conspiração interna que foi montada contra ele. Em primeiro lugar, não esclareceu as graves denúncias. Aquele que vinha dar explicações parece que tinha que colocar as mulheres brasileiras para dar explicações de por quê participam da política, é lamentável. (Repórter) Diversos senadores saíram em defesa do ministro, inclusive os de oposição. Para o senador Weverton, do PDT do Maranhão, o baixo número de votos recebidos pelas candidatas do PSL não é prova de que houve má fé, já que esse é um problema comum a todos os partidos que devem obedecer uma cota de 30% para as mulheres nas eleições proporcionais. (Weverton) Eu sou dirigente partidário e converso com os dirigentes. Começa aquele desespero para você achar uma militante ali para que ela possa virar candidata se não aquela chapa pode ser derrubada. Isso é um problema que não foi o Marcelo Álvaro e nem vai ser o João a Maria que criou é um problema que a política criou e que nós precisamos resolver. (Repórter) Marcelo Álvaro Antônio, que compareceu na condição de convocado, esclareceu que faltou às últimas três reuniões em que foi convidado por problemas de agenda.

A Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle ouviu nesta terça-feira (22) o Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, investigado pela Polícia Federal por indícios de candidaturas-laranja enquanto era presidente do PSL em Minas Gerais. O autor do requerimento de convocação, Randolfe Rodrigues (REDE-AP) não ficou satisfeito com as explicações e afirmou que o ministro tentou criminalizar a participação das mulheres na política. Já o senador Weverton (PDT-BA) ponderou que todos os partidos têm encontrado dificuldades para completar a cota feminina.  A reportagem é de Marcella Cunha.

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