Covid-19

Mais de 20 indicações para embaixadas estão paralisadas durante pandemia

O Executivo enviou na última semana de junho ao Senado 18 mensagens com trocas no comando de embaixadas e organizações internacionais. Deverão ter novos embaixadores Argentina, Chile e Suriname; Cabo Verde, Zâmbia, Guiné, Mali, Botsuana e Senegal; Estônia, Dinamarca, Países Baixos e Geórgia, Timor-Leste, Kuwait e Israel. Esta embaixada é considerada estratégica pelo governo Jair Bolsonaro, que busca estreitar laços com a nação. As indicações se somam à da representação nos Estados Unidos, que começou a ser analisada e foi interrompida pela pandemia do coronavírus. A reportagem é de Roberto Fragoso, da Rádio Senado.

01/07/2020, 20h15 - ATUALIZADO EM 01/07/2020, 20h21
Duração de áudio: 01:56
Fachada do Palácio do Itamaraty.
Foto: Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
LOC: DUAS DEZENAS DE INDICAÇÕES PARA EMBAIXADAS E ORGANISMOS INTERNACIONAIS ESTÃO EMPERRADAS PELA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS. LOC: POR DETERMINAÇÃO CONSTITUCIONAL, ESSAS NOMEAÇÕES SÓ PODEM SER FEITAS POR VOTAÇÃO SECRETA E AGUARDAM A RETOMADA DOS TRABALHOS PRESENCIAIS. REPÓRTER ROBERTO FRAGOSO. TÉC: Somente na última semana de junho o Executivo enviou ao Senado 18 mensagens com trocas no comando de embaixadas e organizações internacionais. Os países que deverão ter novos embaixadores são Argentina, Chile e Suriname; Cabo Verde, Zâmbia, Guiné, Mali, Botsuana e Senegal; Estônia, Dinamarca, Países Baixos e Geórgia, Timor-Leste, Kuwait e Israel. Esta embaixada é considerada estratégica pelo governo Jair Bolsonaro, que busca estreitar laços com a nação. Tanto que, de todos os nomes apresentados nesta leva, é o único que não é diplomata de carreira. O indicado é o general Gerson de Freitas. A indicação se soma a outra aguardada pelo Planalto, para a representação nos Estados Unidos, que começou a ser analisada e foi interrompida pelo estado de calamidade pública causado pela pandemia do coronavírus. Nestor Forster já foi até sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores, mas a mensagem precisa ser votada no plenário. O presidente da comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, disse que não há alternativa enquanto não terminar o isolamento, pois a Constituição determina que o voto para representações diplomáticas seja secreto. (Nelsinho Trad) A perspectiva de solução pra essas votações, ela passa pela retomada presencial das comissões e do plenário do Senado. A gente entende que é uma matéria sensível que pode sim estar dando um certo prejuízo nas questões do relacionamento diplomático do Brasil com outros países, mas como nós estamos diante de uma pandemia, ou seja, uma epidemia no mundo todo, isso é plenamente compreensível e justificável. (Repórter) Outra indicação pronta para votação no plenário é para a embaixada do Líbano. Entre as que vão passar pela Comissão de Relações Exteriores estão ainda dois nomes para organizações internacionais: a Agência Internacional de Energia Atômica e a Organização de Aviação Civil Internacional. Da Rádio Senado, Roberto Fragoso.

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