Coronavírus

IFI alerta para efeitos da crise global sobre a economia brasileira

02:41IFI alerta para efeitos da crise global sobre a economia brasileira

Transcrição LOC: INSTITUIÇÃO FISCAL INDEPENDENTE ALERTA PARA EFEITOS DA CRISE GLOBAL SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA. LOC: OS ANALISTAS DA IFI PREVEEM QUE A SITUAÇÃO INTERROMPERÁ O CICLO DE RECUPERAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA NO BRASIL. A REPORTAGEM É DE PEDRO PINCER (Repórter) A pandemia do novo coronavírus, a flutuação do preço do petróleo e a revisão das regras do Benefício de Prestação Continuada estão entre os fatores de crise que deverão interromper a trajetória de recuperação da economia do país, segundo o mais recente Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI). De acordo com o relatório, tornou-se mais difícil atingir um crescimento do PIB acima de 2% em 2020. A aceleração da disseminação do novo coronavírus, combinada com as disputas geopolíticas sobre fornecimento de petróleo, levou os agentes econômicos a revisar para baixo as projeções de crescimento econômico no mundo. Os analistas da IFI preveem que a situação interromperá o ciclo de recuperação da atividade econômica no Brasil. (Felipe Salto) Nós fizemos uma mudança no planejamento inicial desse trabalho, em razão de toda essa circunstância excepcional posta pela crise internacional. Não só a questão do coronavírus, que tem uma característica, o covid 19, de se espalhar muito rapidamente, de maneira exponencial, com efeitos importantes sobre a economia, mas também o preço do petróleo. (Repórter) Como fator de choque econômico, segundo a instituição, a expansão do coronavírus deverá causar redução global na oferta de trabalho, desarticulação de cadeias de produção, retração em investimentos e agravamento maior das condições financeiras das pequenas e médias empresas. O Brasil poderá ser prejudicado de modo especial pela redução das exportações de commodities. Salto sugeriu medidas para diminuir o impacto do problema. (Felipe Salto) É preciso ter claro que o momento é de reagir rápido, com medidas que a meu ver poderiam ser direcionadas em dois vetores: o primeiro, gastos com saúde, tem que ser muito bem feitos, com volume importante, esses 5,1 bilhões da MP 924 a meu ver são insuficientes, foram reclassificados das emendas do relator geral para o Fundo Nacional da Saúde, principalmente, e para outras instituições como a Fundação Oswaldo Cruz e a outra linha é mitigar os efeitos que a crise terá sobre a renda do trabalhador mais pobre. (Repórter) Ainda segundo o relatório, As mudanças nas regras de acesso ao Benefício de Prestação Continuada — vetadas pelo presidente Jair Bolsonaro, mas mantidas pelo Congresso e atualmente suspensas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) — também devem elevar a despesa da União em mais de R$ 26 bilhões, pressionando o teto de gastos.. Da Rádio Senado, Pedro Pincer.

A pandemia do novo coronavírus, a flutuação do preço do petróleo e a revisão das regras do Benefício de Prestação Continuada  estão entre os fatores de crise que deverão interromper a trajetória de recuperação da economia do país, segundo o mais recente Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI). De acordo com o relatório, tornou-se mais difícil atingir um crescimento do PIB acima de 2% em 2020.

A aceleração da disseminação do novo coronavírus, combinada com as disputas geopolíticas sobre fornecimento de petróleo, levou os agentes econômicos a revisar para baixo as projeções de crescimento econômico no mundo. Mais informações na reportagem de Pedro Pincer, da Rádio Senado

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