Internacional

CRE debate relações comerciais do Brasil com a China

O relacionamento do Brasil com seu maior parceiro comercial, a China, foi debatido pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) nesta quinta-feira (10). O tema central foi o Impacto das Mudanças Econômicas no País Asiático sobre a Economia Brasileira. Para os especialistas convidados, a redução do crescimento chinês não compromete as oportunidades de investimento e mercado que a China representa para o Brasil.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT – PR), que propôs a audiência, não acredita que o crescimento menor da economia chinesa possa impactar seriamente o Brasil.

10/03/2016, 14h44 - ATUALIZADO EM 10/03/2016, 15h01
Duração de áudio: 02:31
Foto: Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Transcrição
LOC: O RELACIONAMENTO DO BRASIL COM SEU MAIOR PARCEIRO COMERCIAL, A CHINA, FOI DEBATIDO PELA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES NESTA QUINTA-FEIRA. O TEMA CENTRAL FOI O IMPACTO DAS MUDANÇAS ECONÔMICAS NO PAÍS ASIÁTICO SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA. LOC: PARA OS ESPECIALISTAS CONVIDADOS, A REDUÇÃO DO CRESCIMENTO CHINÊS NÃO COMPROMETE AS OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO E MERCADO QUE A CHINA REPRESENTA PARA O BRASIL. REPÓRTER NARA FERREIRA. TÉC: Com a desaceleração da economia chinesa, o comércio entre os dois países caiu em janeiro 27 por cento em relação a 2015. As trocas comerciais registraram um déficit para o Brasil de 914 milhões de dólares. 90 por cento das exportações brasileiras são de produtos primários, principalmente soja e minério de ferro - enquanto quase 90 por cento do que a China exporta para o Brasil são produtos industrializados. Apesar do desequilíbrio, o Embaixador Sérgio do Amaral, presidente emérito do Conselho Empresarial Brasil-China, vê o país asiático como um enorme portão de oportunidades e desafios para o Brasil. Trata-se do primeiro parceiro do Brasil em comércio e fluxo de investimentos. Sérgio do Amaral disse que apesar da redução no crescimento econômico, na última década a China cresceu dez vezes. Entre as possibilidades destacou o interesse chinês nos grandes projetos de infraestrutura, como as ferrovias interoceânica, para ligar os portos brasileiros aos portos no Peru e a da rota da soja, no centro-oeste. O embaixador explicou que esses projetos não têm potencial de rentabilidade para os chineses, mas retratam a estratégia geopolítica da China que falta ao Brasil. (SÉRGIO) A China reativou sua economia frente a crise investindo em infraestrutura. Durante os dez anos de crise a china produziu mais ferrovias, trens de alta velocidade do que existem no mundo. (REP) Para Larissa Wachholz (va-rrou-tz); da Vallya Negócios e Investimentos, o Brasil deve aproveitar as transformações na China para exportar produtos de maior valor agregado. (LARISSA) Olhando de forma realista para as transformações do país asiático e contornando os nossos próprios problemas de falta de competitividade no mercado externo. (REP) A senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, que propôs a audiência, não acredita que o crescimento menor da economia chinesa possa impactar seriamente o Brasil. (GLEISI) De fato tivemos uma aula sobre China aqui fantástica, e acho que isso mostra o acerto que o Brasil teve nos últimos anos de melhorar a relação com a china, abrir os mercados e realmente apostar nessa via. (REP): Também participaram do debate o Embaixador José Graça Lima; e o presidente da AGN Participações, Roger Agnelli. Da Rádio Senado, Nara Ferreira.

Ao vivo
00:0000:00