CPI das Fake News

Empresário que trabalhou para Bolsonaro em 2018 diz desconhecer uso de fake news

CPMI das Fake News ouviu sócio da AM4 Brasil Inteligência Digital, Marco Aurélio Carvalho. A empresa foi responsável pela estratégia de comunicação dos candidatos do PSL nas eleições de 2018. Marco Aurélio Carvalho afirmou não ter conhecimento a respeito da divulgação de Fake News durante a campanha. As informações na reportagem de Regina Pinheiro, da Rádio Senado.

04/03/2020, 17h59 - ATUALIZADO EM 04/03/2020, 19h20
Duração de áudio: 02:21
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) das Fake News, que investiga a divulgação de notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, ouve depoimento decorrente do requerimento nº 225/2019.

Mesa:
vice-presidente da CPMI das Fake News, deputado Ricardo Barros (PP-PR);
depoente, sócio proprietário da empresa Am4 Brasil Inteligência Digital LTDA, Marcos Aurélio Carvalho;
advogado do depoente, Guilherme Melo Duarte.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Transcrição
LOC: CPMI DAS FAKE NEWS OUVIU SÓCIO DA AM4 BRASIL INTELIGÊNCIA DIGITAL. LOC: A EMPRESA FOI RESPONSÁVEL PELA ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO DOS CANDIDATOS DO PSL NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES DE 2018. REPÓRTER REGINA PINHEIRO. (Repórter) O Deputado Rui Falcão do PT de São Paulo foi o autor do requerimento de convocação do Sócio da AM4, Marco Aurélio Carvalho. Rui Falcão cita matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo afirmando que a empresa AM4 fez disparos em massa de mensagens na campanha de Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018, por meio da plataforma da empresa Yacows, Bulk Services. Conforme o Deputado, há suspeita de que a AM4 produziu e distribuiu Fake News na campanha de 2018. Rui Falcão ainda cita outra matéria da Folha alegando que os dados do sistema Bulk Services relativos à campanha de Bolsonaro foram deletados horas após a publicação do texto. Marco Aurélio Carvalho afirmou que o único disparo que a AM4 contratou da Yacows foi para informar os doadores da plataforma “Mais que voto” sobre a mudança do número de telefone para suporte, por meio da Bulk Services. (Marco Aurélio Carvalho) “Quando a gente atingiu 8 mil doadores a gente resolveu mudar o telefone de suporte. E aí, do nível operacional, essa não foi uma decisão estratégica, até pelo custo envolvido, mil 680 reais, no nível operacional. Uma funcionária nossa, que era gerente dessa atividade, que era a Taise Feijó, contratou, ela tinha alçada para isso, via internet, um serviço chamado Bulk Services. E, de fato, esse envio foi feito. O depoente da empresa falou o número errado, ele falou 900. Esse número tá errado. O número que foi enviado foi 8 mil, perdão, 9 mil 232.”. (Repórter) O Senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco perguntou a Marco Aurélio se houve divulgação de Fake News na campanha eleitoral dos candidatos do PSL em 2018. (Humberto Costa) “É fato e as denúncias são várias e tudo isso comprovado de que houve um processo, não só de disparos em massa, mas de divulgação de notícias falsas. O senhor pode dizer como esse processo efetivamente se desenvolveu ou o senhor ignora completamente qualquer coisa que diga respeito à divulgação de Fake News nas campanhas, ou posteriormente? (Marco Aurélio Carvalho), com todo respeito, se fizeram, esconderam de mim.” (Repórter) Sobre os dados do sistema Bulk Services relativos à campanha de Bolsonaro que foram apagados, Marco Aurélio Carvalho argumentou que a AM4 só tomou conhecimento da exclusão dos arquivos a partir da matéria da Folha, negando que a sua empresa tenha eliminado os registros. Ele também informou que a AM4 não foi responsável pela comunicação pessoal do então candidato Jair Bolsonaro, em 2018. Marco Aurélio afirmou que o responsável era o Vereador Carlos Bolsonaro.

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