Reforma da Previdência

Jucá admite que reforma da Previdência não será votada neste ano

O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), anunciou que a Reforma da Previdência só será votada no ano que vem. Ele não descartou, no entanto, uma convocação extraordinária em janeiro para que os deputados aprovem as mudanças nas regras de aposentadoria. Ao negar uma derrota para o governo, Romero Jucá argumentou que os líderes aliados na Câmara avaliaram que o adiamento favorecerá no convencimento dos indecisos. Já o líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), avalia que o adiamento da votação da reforma sinaliza uma derrota do governo e descartou a convocação extraordinária em janeiro.

13/12/2017, 18h13 - ATUALIZADO EM 13/12/2017, 18h26
Duração de áudio: 01:52
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à deliberação de cinco vetos e 15 projetos de lei que abrem créditos orçamentários (PLNs). 

Participam:
presidente da Câmara dos deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ);
senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Transcrição
LOC: AO ANUNCIAR ADIAMENTO DA VOTAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, LÍDER DO GOVERNO NÃO DESCARTA CONVOCAÇÃO EXTRAORDINÁRIA EM JANEIRO. LOC: OPOSIÇÃO AVALIA QUE ANO ELEITORAL IMPEDIRÁ A APROVAÇÃO DAS MUDANÇAS NAS REGRAS DE APOSENTADORIA. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN. TÉC: O líder do governo, senador Romero Jucá do PMDB de Roraima, anunciou que a Reforma da Previdência só será votada no ano que vem. Ele não descartou, no entanto, uma convocação extraordinária em janeiro para que os deputados aprovem as mudanças nas regras de aposentadoria. Ao negar uma derrota para o governo, Romero Jucá argumentou que os líderes aliados na Câmara avaliaram que o adiamento favorecerá no convencimento dos indecisos. O Palácio do Planalto calcula ter entre 290 e 308 votos, o mínimo necessário. Romero Jucá disse que o fechamento de questão por 4 partidos, ou seja, a punição dentro das legendas para quem votar contrariamente às mudanças no regime de aposentadoria, deverá assegurar os votos necessários. (Jucá) O presidente da Câmara e os líder da Câmara chegaram à conclusão de que o número está crescendo de adesões, que é importante votar a Reforma da Previdência e que outros partidos poderão fechar a questão. E para isso é preciso que haja algum tipo de tempo para maturar essa solução, portanto, nós queremos aprovar Previdência. Ela é muito importante para o futuro do Brasil, não é para o governo Michel Temer. O líder do PT, senador Lindbergh Farias do Rio de Janeiro, avalia que o adiamento da votação da Reforma da Previdência sinaliza uma derrota do governo. Ele descartou a convocação extraordinária em janeiro. (Lindbergh) Eles estão tentando enrolar o mercado porque o mercado exige isso. Porque os deputados entre uma orientação partidária e o voto da sua base, ele fica com voto da base que está chegando eleição. Cada dia que passa vai ficar mais difícil a aprovação dessa Reforma da Previdência. Eles não vão conseguir aprovar porque 80% da população é contra e isso influencia o voto dos deputados. REP: A Reforma da Previdência era uma das prioridades do governo, mas os pedidos de impeachment contra Michel Temer comprometeram a votação neste ano. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

Ao vivo
00:0000:00