Abertura do Ano Legislativo

Congresso inicia trabalhos e Senado faz primeira sessão no Plenário

Na volta dos trabalhos do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (5), os parlamentares apresentaram prioridades para a pauta de votações e comentaram expectativas do Poder Executivo. A reforma da Previdência esteve em evidência. O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR) acredita na aprovação do texto ainda neste ano. Já o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), considera que a reforma não tem chance de ser aprovada agora. Após a abertura dos trabalhos, os senadores fizeram uma sessão extraordinária não deliberativa no Plenário.

05/02/2018, 19h25 - ATUALIZADO EM 05/02/2018, 19h27
Duração de áudio: 01:57
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene do Congresso Nacional destinada a inaugurar a 4ª Sessão Legislativa Ordinária da 55ª Legislatura.

Mesa:
1º secretário da Câmara dos Deputados, deputado Giacobo (PR-PR); 
2º vice-presidente do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA);
procuradora-geral da República, Raquel Dodge; 
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia;
presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE);
presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ);
ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha;
1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG);
2º secretário do Senado, senador Gladson Cameli (PP-AC).

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Transcrição
LOC: NA VOLTA DOS TRABALHOS NO CONGRESSO NACIONAL, OS PARLAMENTARES APRESENTARAM PRIORIDADES PARA A PAUTA DE VOTAÇÕES E COMENTARAM AS EXPECTATIVAS DO PODER EXECUTIVO. LOC: A REFORMA DA PREVIDÊNCIA AINDA ESTÁ LONGE DO CONSENSO, COMO INFORMA A REPÓRTER PAULA GROBA: TÉC: Após a salva de tiros de canhão, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira, subiu a rampa acompanhado de parlamentares, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, além da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Lideranças partidárias participaram da sessão de abertura dos trabalhos, entre elas o líder do governo no Senado, Romero Jucá, do PMDB de Roraima, que disse acreditar que a reforma da Previdência ainda pode ser votada este ano pelo Congresso. (JUCÁ) Nós temos que constatar que a Reforma da Previdência é algo extremamente importante para o país. Para agora e para o futuro. Nós vamos dar um crédito ao processo de negociação entre as lideranças da Câmara e cabe ao Senado aguardar e todos nós torcermos para que nós possamos ter uma conclusão para que se aponte responsabilidade fiscal no nosso país. (PAULA) Já o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima, do PSDB da Paraíba, considera que a reforma não tem chance de ser aprovada pelo Congresso este ano. (CASSIO) Eu não creio que a matéria conseguira sequer sair da Câmara dos Deputados. Primeiro porque boa parte da base de apoio do governo manifesta-se contra a reforma. Segundo porque o governo não para de errar. O governo trata a reforma como se fosse um balcão de negócios. Como se os parlamentares estivessem à venda, auferindo vantagens, recebendo recursos, recebendo dinheiro até pra votar a matéria. (Paula) Durante a solenidade, foi estendida uma faixa com um abaixo assinado contra a reforma da Previdência, como explicou a senadora Ângela Portela, do PDT de Roraima. (ÂNGELA) O abaixo-assinado foi encabeçado pelo PSOL que tem o nosso apoio dos diversos partidos de esquerda desse país e que tem milhões de assinaturas do povo brasileiro contra a reforma da previdência. (PAULA) Após a abertura dos trabalhos, os senadores fizeram uma sessão extraordinária não deliberativa no plenário. Da Rádio Senado, Paula Groba.

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