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Comissão discute relações estratégicas com a Bolívia no setor energético

O aprofundamento da relação energética entre Brasil e Bolívia foi debatido na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Gás natural e hidroeletricidade são as principais possibilidades de investimento na relação bilateral. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) mostrou preocupação com a atual percepção dos bolivianos sobre a Petrobras. O futuro embaixador brasileiro na Bolívia afirmou que a Petrobras foi convidada a investir mais no país. A reportagem é de Floriano Filho, da Rádio Senado.

27/06/2018, 19h32 - ATUALIZADO EM 27/06/2018, 19h32
Duração de áudio: 02:16
Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) realiza sabatina de embaixadores indicados para Finlândia e Bolívia.

Mesa:
presidente eventual da CRE, senador João Alberto Souza (MDB-MA);
indicado para o cargo de embaixador do Brasil no Estado Plurinacional da Bolívia, Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Transcrição
LOC: O POSSÍVEL APROFUNDAMENTO NA RELAÇÃO ENERGÉTICA COM A BOLÍVIA FOI DISCUTIDO NA COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES DO SENADO. LOC: AS IMPORTAÇÕES DE GÁS NATURAL E A HIDROELETRICIDADE SÃO VISTAS COMO AS MELHORES OPORTUNIDADES NA RELAÇÃO BILATERAL. REPÓRTER FLORIANO FILHO. TÉC: Não é só por ser o único país da América do Sul que tem fronteira com quatro estados brasileiros que a Bolívia atrai cada vez maior interesse geopolítico. É o país que possui a maior fronteira terrestre com o Brasil. Isto cria tanto problemas, como a imigração ilegal e o tráfico de drogas e armas, como oportunidades. Especialmente no setor energético. A Bolívia é o maior fornecedor de gás natural para o Brasil. Essas importações representam praticamente 30% do que é utilizado pelos brasileiros. No setor elétrico, os dois países estão estudando a instalação de uma hidrelétrica binacional sobre o rio Madeira. O projeto poderia transformar a Bolívia em polo exportador para todo o continente, incluindo o sudeste brasileiro. Mas durante a audiência pública na Comissão de Relações Exteriores, o senador Cristovam Buarque, do PPS do Distrito Federal, quis saber sobre a percepção atual dos bolivianos sobre a Petrobras, que teve uma refinaria brasileira invadida e, posteriormente, nacionalizada em 2007 pelo governo boliviano. (Cristovam Buarque) As relações da Petrobras com a Bolívia que há alguns anos atrás eram consideradas como algo quase imperialista ainda é um problema nessa nossa relação daqui para frente? O diplomata Octavio Garcia Côrtes, que teve aprovada a indicação como próximo embaixador brasileiro na Bolívia, afirmou que os conflitos do passado foram superados e o governo boliviano pediu mais investimentos da Petrobras no país. (Octavio Garcia) Há uma promessa da própria Petrobras de aumentar investimentos na Bolívia que permitam (...) a continuidade do fornecimento de gás que dependerá do acordo a que se chegar no ano que vem (...). (Repórter) Depois de quatro anos com quedas seguidas, as importações de gás natural da Bolívia por Mato Grosso do Sul voltaram a crescer em 2018. Da Rádio Senado, Floriano Filho.

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