Comissão de Agricultura debateu o endividamento de agricultores

04:14Comissão de Agricultura debateu o endividamento de agricultores

LOC: ENDIVIDAMENTO DOS AGRICULTORES, ALTO PREÇO DOS FERTILIZANTES E FALTA DE ESTRUTURA NOS PORTOS PARA EXPORTAR A PRODUÇÃO.
LOC: ESSES FORAM ALGUNS DOS PROBLEMAS DO SETOR AGRÍCOLA DEBATIDOS, NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2010, PELA COMISSÃO DE AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA DO SENADO, A C-R-A.

LOC: OS SENADORES TAMBÉM DISCUTIRAM A SITUAÇÃO DE ALGUMAS CULTURAS, COMO O CACAU E A CANA-DE-AÇÚCAR. CONFIRA O BALANÇO DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS DA COMISSÃO.

TÉC: Um agricultor pega um financiamento no banco para comprar um trator e aumentar sua produção. Ele não consegue pagar as prestações por causa de problemas climáticos ou queda dos preços agrícolas no mercado. O governo, então, refinancia a dívida, prorrogando o prazo de pagamento. Aí vêm os juros, o saldo devedor aumenta e o agricultor vai precisar de uma nova prorrogação. Essa bola de neve foi discutida numa audiência pública que teve a participação de especialistas do setor financeiro e do agronegócio. O economista Guilherme Dias, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, pediu um novo modelo de financiamento. A agricultura é um setor, segundo ele, que merece tratamento especial. Secas, enchentes, variação cambial e flutuação de preços podem levar a perdas de receita que chegam a 40 por cento, em alguns casos. (DIAS) Existe uma incompatilidade entre o modelo de financiamento e um setor que passa por esse tipo de flutuação de renda. (REPÓRTER) Também pesa no bolso do produtor o preço dos fertilizantes, tema de outro debate promovido pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. O Brasil importa hoje a maior parte das matérias-primas para a fabricação de fertilizantes. E para reduzir a dependência externa e baratear o produto no mercado interno, o então ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, anunciou uma série de medidas. Entre elas, a criação de um órgão público para regular o setor. Mas Stephanes evitou chamar esse órgão de ¿empresa estatal¿. O presidente da comissão, Valter Pereira, senador do PMDB de Mato Grosso do Sul, queria saber mesmo se haveria maior concorrência no mercado de fertilizantes, dominado por duas empresas. (VALTER) Mais relevante do que essa questão de ser estatal ou não ser estatal é a questão da competição. (REPÓRTER) E uma tentativa do governo de regulamentar investimentos privados nos portos brasileiros gerou reclamações no setor agrícola e também uma audiência pública. A senadora Kátia Abreu, do Democratas do Tocantins, alertou que um decreto e uma resolução editados recentemente visam reestatizar os terminais portuários, contrariando a Lei dos Portos. Para ela, o governo está inibindo os investimentos ao burocratizar o setor, e o País corre o risco de um ¿apagão portuário¿. (KÁTIA) A Lei do Portos permite a exploração de instalação portuária de uso público, de uso privado e de uso misto para a movimentação de cargas próprias e de terceiros. Ponto. (REPÓRTER) A comissão também ouviu queixas dos produtores de cacau no Pará. Eles pediram mais assistência técnica, como forma de aumentar a produção. Na opinião do senador Flexa Ribeiro, do PSDB do Pará, o problema é que as ações estão concentradas na Bahia, maior produtor de cacau do País. (FLEXA) Quando se fala em cacau, só se lembra da Bahia. Eu não tenho nada a opor que se dê apoio e se dê incentivos aos produtores de cacau da Bahia. Eu tenho, sim, contra que não se faça a mesma coisa com o Pará. (REPÓRTER) As atenções da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no primeiro semestre ainda estiveram voltadas para o plano do governo que prevê a expansão racional da plantação de cana-de-açúcar. A ideia é que até 2020 o Brasil dobre a área plantada para a produção de açúcar e etanol, o álcool combustível, sem devastar novas regiões de cobertura vegetal nativa. Celso Manzatto, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, disse que o País tem uma espécie de ¿estoque¿ de áreas desmatadas que estão prontas para serem transformadas em canaviais. (MANZATTO) Nós, sim, pode

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