Comissão aprova diligência para averiguar agressão policial contra travesti

LOC: COMISSÃO MISTA DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER APROVA DILIGÊNCIA PARA AVERIGUAR SUPOSTA AGRESSÃO DE POLICIAIS A TRAVESTI EM SÃO PAULO. 

LOC: A COMISSÃO TAMBÉM REMARCOU UMA AUDIÊNCIA COM O MINISTRO PEPE VARGAS, DOS DIREITOS HUMANOS. O DEBATE FOI ADIADO PARA O DIA 12 DE MAIO, E TAMBÉM CONTARÁ COM A PRESENÇA DO MINISTRO DA SAÚDE, ARTHUR CHIORO. REPÓRTER CINTHIA BISPO. 

(Repórter) A Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher aprovou um requerimento que autoriza diligências para averiguar a prisão de Verônica Bolina, travesti que foi supostamente torturada por policiais após ser presa em São Paulo. Um dos autores do requerimento, o deputado federal Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, explica que é preciso ampliar o debate sobre o tema. 

(Jean Wyllys) A questão é muito mais ampla, trata de defender as garantias jurídicas, trata de defender a integridade de qualquer pessoa que esteja sob a tutela do estado, mesmo cometendo delito. Não temos instituídas a pela de morte, nós vivemos em estado democrático de direito, em que os delinquentes, ainda que tenham cometido um delito, não podem ser submetidos a tortura. 

(Repórter) A Comissão também remarcou para o dia 12 de maio a audiência pública com o ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas a respeito das medidas do governo federal em favor de mulheres vítimas de violência doméstica e de mulheres com deficiência. Entre as medidas anunciadas pelo governo estão a criação do Grupo de Trabalho de Saúde da Mulher com Deficiência e Mobilidade Reduzida e o atendimento integrado às vítimas de violência doméstica. O ministro da Saúde Arthur Chioro também deve participar da audiência. A presidente do colegiado, senadora Simone Tebet, do PMDB do Mato Grosso do Sul, espera esclarecimentos dos ministros sobre políticas para defesa dos direitos das mulheres. 

(Simone Tebet) Primeiro esclarecimento das políticas públicas que estão sendo feitas em ambas as pastas na área da saúde, que é a principal, e na área de direitos humanos. E eles também receberem por parte das parlamentares e da comissão as sugestões, as reivindicações e possíveis criticas que possam surgir. O papel da Comissão é esse, primeiro ouvir os ministros, para depois nós podermos efetivamente começar a operar. 

(Repórter) Também foi aprovada uma audiência pública para discutir a violência contra as mulheres policiais no Brasil. 
28/04/2015, 05h58 - ATUALIZADO EM 28/04/2015, 05h58
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