Direitos Humanos

CDH debate atenção básica no SUS como direito fundamental

10/12/2015, 18h33 - ATUALIZADO EM 10/12/2015, 18h33
Duração de áudio: 01:50
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza audiência pública interativa para debater sobre: "A Atenção Primária em Saúde - (APS), sua atual organização e como agir para que seja prioritária". 

Mesa (E/D): 
enfermeira, professora da Faculdade de Enfermagem da Escola Superior de Ciências de Saúde (ESCS), Luciana Melo de Moura; 
vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Distrito Federal (Sindate), Jorge Viana; 
presidente eventual, senador Hélio José (PSD-DF); 
presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Helvécio Ferreira; 
subsecretária de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Teresa Cristina Vieira Segatto; 
secretária de Atenção Primária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Maria Amalia Dorsch Ferreira 

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Transcrição
LOC: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE NO SUS COMO UM DIREITO FUNDAMENTAL DOS CIDADÃOS BRASILEIROS LOC: CONVIDADOS DEFENDEM MAIOR COBERTURA DO SAÚDE DA FAMÍLIA COMO UMA DAS SOLUÇÕES PARA MELHORAR OS INDICADORES. REPÓRTER HEBERT MADEIRA. (Repórter) A atenção primária é uma das diretrizes constitucionais do Sistema Único de Saúde, e diz respeito às ações de prevenção. A política pública surgiu no Brasil com a criação do programa Saúde da Família, em 1994. Entre as ações, estão imunização, prevenção e controle de doenças endêmicas, fornecimento de medicamentos essenciais e atenção para a saúde materna e infantil. No entanto, o senador Hélio José, do PMB do Distrito Federal, questiona que a atenção primária não recebe a devida importância quando se trata de recursos orçamentários e prioridade de investimentos. (Hélio José) Evitar que as pessoas possam superlotar as filas de pronto-socorro e a gente puder dar o primeiro atendimento com qualidade, além de economizar e evitar que muitas mortes aconteçam, isso tudo é saúde primária. É por isso que ela é tão importante. (Repórter) Grandes coberturas de saúde da família são uma solução para melhorar os indicadores de saúde, de acordo com a professora Luciana Moura. A profissional da Faculdade de Enfermagem da Escola Superior de Saúde, ESCS, reclama que a atenção primária só é colocada como prioritária na teoria. E reforçou que a ação é uma das soluções para resolver a superlotação, uma vez que ela é mais barata que investir nos hospitais. (Luciana Moura) Nós temos a superlotação, longas horas de espera de atendimento nas emergências e necessidade crescente por leitos de UTI. Porque estamos falhando na atenção primária à saúde. Quem são os pacientes que necessitam de leitos de UTI? Por acaso, são aqueles que não tiveram suas demandas de saúde contempladas na atenção básica? (Repórter) Maria Amalia Ferreira, coordenadora de Atenção Primária à Saúde, argumentou que a saída de profissionais do programa Saúde à Família, assim como a falta de recursos, é uma das dificuldades. Ela disse também que o plano de governo distrital pretende aumentar a cobertura de 60 para 80 por cento da população.

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