Projeto

Capiberibe propõe campanha eleitoral exclusivamente pela internet

Campanha eleitoral exclusivamente pela internet. É o que prevê um projeto (PLS 43/2016) apresentado pelo senador João Capiberibe (PSB-AP) que modifica a Lei Eleitoral. Capiberibe acredita que a campanha exclusiva na internet poderá incentivar a candidatura de pessoas engajadas politicamente nas redes sociais, mas que hoje são intimidadas pelo alto custo e grande aparato exigido pelas campanhas tradicionais, como programas de rádio e TV, impressão de folhetos e adesivos, contratação de cabos eleitorais e organização de comícios – o que encarece as campanhas.

22/02/2016, 13h31 - ATUALIZADO EM 22/02/2016, 13h40
Duração de áudio: 02:04
Foto: Edílson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
LOC: CAMPANHA ELEITORAL EXCLUSIVAMENTE PELA INTERNET. É O QUE PREVÊ UM PROJETO APRESENTADO PELO SENADOR JOÃO CAPIBERIBE QUE MODIFICA A LEI ELEITORAL. LOC: O OBJETIVO É REDUZIR OS GASTOS COM CAMPANHAS POLÍTICAS NO BRASIL. REPÓRTER NARA FERREIRA. (Repórter) Autor da proposta, o senador João Capiberibe, do PSB do Amapá explica que ao optar pela campanha exclusiva na Internet, o candidato não poderá contratar marqueteiro, distribuir panfletos na rua, participar de comícios ou carreatas, e não terá horário eleitoral no rádio e tv. A campanha deverá ser feita exclusivamente pela Internet e celular, em blogs, aplicativos de envio de mensagens e em redes sociais. Segundo a proposta, cada partido ou coligação poderá reservar 30 por cento das vagas para candidatos que farão propaganda eleitoral exclusivamente pela Internet. O senador destaca que esse percentual é uma possibilidade, e não uma obrigação. Capiberibe acredita que a campanha exclusiva na internet poderá incentivar a candidatura de pessoas engajadas politicamente nas redes sociais, mas que hoje são intimidadas pelo alto custo e grande aparato exigido pelas campanhas tradicionais, como programas de rádio e tv, impressão de folhetos e adesivos, contratação de cabos eleitorais e organização de comícios – o que encarece as campanhas. Para João Capiberibe, quando campanhas praticamente sem custos obtiverem sucesso, outros candidatos seguirão o mesmo caminho. (João Capiberibe) Ele não vai poder arrecadar, estabelecemos um custo máximo de dez salários mínimos de recursos próprios, para usar para pagamento de provedor e serviço de internet. Ele será diferenciado por essa razão, candidato de baixíssimo custo, e com a possibilidade de diálogo permanente com o eleitor. O eleitor vai saber que aquele candidato exclusivo não está gastando fortunas para fazer campanha (Repórter) O candidato com campanha exclusiva na Internet flagrado fazendo campanha tradicional poderá ser punido com a cassação do registro da candidatura. O projeto de lei foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça de onde poderá seguir para a Câmara dos Deputados, sem passar pelo plenário. PLS 43 de 2016.

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