Economia

Senadores repercutem redução da taxa Selic para 6,75% ao ano

A oposição minimiza a decisão do Banco Central de reduzir taxa básica de juros ao afirmar que a queda não beneficia o consumidor. Para o líder do PT, senador Lindbergh Farias (RJ), o consumidor continua pagando caro pelo uso do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito.  Apesar de reconhecer “abusos” dos bancos, o líder do governo argumenta que a queda dos juros não se faz por decreto.

08/02/2018, 12h26 - ATUALIZADO EM 08/02/2018, 14h39
Duração de áudio: 01:58
Foto: http://creci-rj.gov.br

Transcrição
LOC: A OPOSIÇÃO MINIMIZA A DECISÃO DO BANCO CENTRAL DE REDUZIR TAXA BÁSICA DE JUROS AO AFIRMAR QUE A QUEDA NÃO BENEFICIA O CONSUMIDOR. LOC: APESAR DE RECONHECER “ABUSOS” DOS BANCOS, O LÍDER DO GOVERNO ARGUMENTA QUE A QUEDA DOS JUROS NÃO SE FAZ POR DECRETO. REPÓRTER HÉRICA CHRISTIAN. (Repórter) Pela décima primeira vez consecutiva, o Banco Central reduziu os juros. A queda da chamada Selic de 7% para 6,75% levou a taxa para o patamar mais baixo desde 1986. Mas o BC sinalizou para o fim do ciclo de queda da Selic sob o argumento de que a inflação está sob controle e que é preciso observar fatores externos, como a votação da Reforma da Previdência. Apesar do nível mais baixo, o líder do PT, senador Lindbergh Farias, do Rio de Janeiro, destacou que o consumidor continua pagando caro pelo uso do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito. (Lindbergh Faria) Os juros aqui são mais de 300%. Aqui no Brasil, há uma concentração bancária gigantesca, os bancos podem tudo. É um assalto a mão armada. Eu, por exemplo, sou autor de uma proposta que coloca um limite em relação à taxa de juros para acabar com esse escândalo. Há um descontrole completo. (Repórter) O líder do governo, senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima, ponderou, no entanto, que os juros não podem ser reduzidos por um decreto presidencial. (Romero Jucá) Ninguém baixa taxa de juros por lei. Taxa de juros é oferta e procura de recursos, é a questão da legislação, é forma como o risco dos empréstimos é relacionado com a recuperação de ativos. Tudo isso são questões importantes que precisam ser equacionadas. (Repórter) O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, ressaltou que o colegiado deverá votar projetos que coloquem um freio nos juros abusivos. (Tasso) Isso é um longo debate que estamos travando dentro da CAE. Quais são as causas dos juros altos e que a Selic cai e o spread não cai? Esse é um debate que vem desde o ano passado. Foi criado um grupo dentro da CAE, que é comandado pelo senador Armando Monteiro, que já apresentou uma série de sugestões. (Repórter) Após a queda da Selic anunciada pelo Banco Central, alguns bancos anunciaram a redução dos juros de diversas modalidades de crédito, incluindo empréstimo pessoal e financiamento de automóveis.

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