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Austeridade econômica prejudica o desenvolvimento social do País, dizem especialistas

A austeridade econômica foi criticada por debatedores em uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (5). Durante o debate os convidados criticaram a PEC do teto de gastos, e os cortes em programas sociais. Para o senador Paulo Paim (PT-RS) o Brasil precisa de uma política voltada ao desenvolvimento humanitário. Mais detalhes no áudio da repórter Marciana Alves, da Rádio Senado.

05/07/2018, 18h29 - ATUALIZADO EM 05/07/2018, 18h29
Duração de áudio: 01:53
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
LOC: O DESENVOLVIMENTO SOCIAL ESTÁ SENDO PREJUDICADO PELA ATUAL POLÍTICA DE CONTENÇÃO DE GASTOS DO BRASIL. LOC: É O QUE CONSTATARAM DEBATEDORES DURANTE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS SOBRE A SITUAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS. REPÓRTER MARCIANA ALVES. (Repórter) De acordo com uma estimativa da ONU, cerca de 2 milhões e meio de brasileiros entraram na faixa da pobreza em 2017, com risco de o País voltar ao mapa da fome. O dado foi lembrado pela especialista em gestão governamental do Ipea, Fabíola Vieira. Durante o debate sobre a situação econômica do País, ela lembrou que numa crise as pessoas estão sujeitas a se endividar, perder o emprego e sofrer consequências negativas até na saúde: (Fabíola) Quando vem a austeridade fiscal que corta políticas, programas sociais e corta também na saúde você tem uma dupla carga agindo e causando esses malefícios. (Repórter) O secretário executivo do Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle, Bráulio Cerqueira, criticou as políticas de austeridade adotadas no País. Segundo ele, somente em 2020 o PIB terá superado o patamar de 2014, o que configura a recuperação mais lenta já registrada da economia brasileira: (Bráulio) E as finanças públicas? A austeridade resolveu o problema do déficit púbico? Não. Piorou. As políticas de austeridade foram acompanhadas por pioras dos resultados fiscais. (Repórter) Autor do pedido para realização do debate na Comissão de Direitos Humanos, o senador Paulo Paim, do PT gaúcho, disse que o Brasil deve priorizar políticas que ajudem no desenvolvimento social do País: (Paulo Paim) Nós temos que ter políticas humanitárias. Esse pra mim é o eixo de qualquer debate para quem quer um projeto de nação decente que pense, efetivamente, no povo brasileiro. (Repórter) Durante o debate, os convidados também criticaram a Proposta de Emenda à Constituição que impõe um teto aos gastos públicos pelos próximos 20 anos. Com supervisão de Celso Cavalcanti, da Rádio Senado, Marciana Alves.

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