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Aprovado convite para que Guedes explique crítica ao Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (25) um convite para que o ministro da Economia, Paulo Guedes explique publicamente, diante dos parlamentares, as declarações feitas depois da votação dos vetos presidenciais na semana passada. Logo após a apreciação do texto que impedia a possibilidade de conceder reajustes a algumas categorias do funcionalismo até o fim de 2021, Guedes afirmou que o Senado, ao votar pela derrubada do veto, havia praticado um crime contra o país. O requerimento foi apresentado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). As informações com o repórter Pedro Pincer.

25/08/2020, 19h32 - ATUALIZADO EM 25/08/2020, 19h32
Duração de áudio: 01:31
Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Foto: gov.br

Transcrição
LOC: PAULO GUEDES DEVE ESCLARECER AO SENADO FALA SOBRE VOTAÇÃO DE VETO A REAJUSTE DE SERVIDOR. LOC: REQUERIMENTO PARA OUVIR O MINISTRO DA ECONOMIA FOI APROVADO POR UNANIMIDADE NESTA TERÇA-FEIRA. REPÓRTER PEDRO PINCER: TÉC: Paulo Guedes foi convidado pelo Senado a explicar publicamente, diante dos parlamentares, as declarações feitas depois da votação dos vetos presidenciais na semana passada. Logo após a apreciação do texto que impedia a possibilidade de conceder reajustes a algumas categorias do funcionalismo até o fim de 2021, Guedes afirmou que o Senado, ao votar pela derrubada do veto, havia praticado um crime contra o país. O requerimento foi apresentado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, do Democratas do Amapá, um dia após a manifestação do ministro, em 19 de agosto. Parte dos senadores se ofendeu com a declaração de Guedes, dizendo que o ministro avançou contra a independência dos Poderes. Esperidião Amin, do Progressistas de Santa Catarina, espera que seja uma oportunidade para aumentar a harmonia entre o Legislativo e o governo federal. (Esperidião Amin) Tenho certeza de que será uma sessão construtiva, esclarecedora e que vai contribuir para a harmonia entre o Senado e o Executivo. É a minha expectativa. (REP): Com a rejeição do veto pelo Senado, seriam permitidos reajustes salariais a servidores que estão na linha de frente do combate à pandemia do coronavírus, como profissionais da saúde, da segurança e da educação. No dia seguinte, com articulação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do Democratas do Rio de Janeiro, e do governo, os deputados mantiveram o veto. Para que um veto seja derrubado são necessários os votos da maioria dos integrantes das duas Casas do Congresso Nacional. Da Rádio Senado, Pedro Pincer.

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