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Alvaro Dias quer proibir divulgação de pesquisas 15 dias antes da votação

Senadores debatem projetos que tratam de pesquisas no período pré-eleitoral. Alvaro Dias (Podemos-PR) quer proibir a divulgação dos levantamentos nos 15 dias anteriores à votação (PL 1216/2019).  Já Márcio Bittar (MDB-AC) defende que os institutos de pesquisa apresentem índice de acertos e erros dos últimos levantamentos ao divulgarem novos resultados (PL 4459/2019). Mais informações com o repórter Rodrigo Resende, da Rádio Senado.

11/11/2020, 12h57 - ATUALIZADO EM 11/11/2020, 13h08
Duração de áudio: 01:35
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Transcrição
LOC: O SENADO DEBATE DIVERSAS PROPOSTAS SOBRE AS PESQUISAS ELEITORAIS. UM PROJETO QUER PROIBIR A DIVULGAÇÃO NOS 15 DIAS ANTERIORES À VOTAÇÃO. LOC: OUTRA INICIATIVA PODERÁ OBRIGAR OS INSTITUTOS A APRESENTAREM OS ÍNDICES DE ERROS E ACERTOS SEMPRE QUE NOVO LEVANTAMENTO FOR DIVULGADO. MAIS INFORMAÇÕES COM O REPÓRTER RODRIGO RESENDE: (Repórter) O projeto do senador Marcio Bittar, do MDB do Acre, obriga os institutos de pesquisa a publicarem seus índices de erros e acertos a cada novo levantamento eleitoral apresentado. Ele destacou que a ideia é dar transparência aos eleitores sobre a elaboração da pesquisa e não impedir o trabalho das empresas. (Marcio Bittar) O que eu estou propondo não é uma investigação nos institutos de pesquisa. Isso é uma questão da justiça, que pode ser provocada, não estou interferindo em linha de nada. São institutos privados, têm todo direito de funcionar e eu prezo por isso. O que eu estou dizendo apenas que eles ao soltarem pesquisa relatem seus acertos ou erros das últimas eleições. (Repórter) Já o senador Alvaro Dias, do Podemos do Paraná, quer proibir a divulgação de pesquisas nos 15 dias anteriores à votação. Para Alvaro Dias os resultados dos levantamentos neste período podem influenciar negativamente os eleitores. (Alvaro Dias) Portanto, nos últimos 15 dias da campanha eleitoral, não teremos divulgação de pesquisas, sob pena da responsabilização aqui instituída no projeto de lei. Não é uma novidade. Isso já se pratica em outros países: na França, na Itália. O que nós entendemos é que essas pesquisas distorcem, elas conduzem, elas sinalizam muitas vezes equivocadamente e levam os eleitores ao equívoco. (Repórter) As duas propostas aguardam votação na Comissão de Constituição e Justiça. PROJETO: PL 4459/2019 – Bittar PL 1216/2019 – Alvaro Dias

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