Um terço dos estudantes do Ensino Médio já apostou em bets, diz estudo
A pesquisa da Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Instituto Equidade.info, mostrou que 9,5% dos estudantes brasileiros de 11 anos já fizeram apostas on-line. Um projeto (PL 2470/2026), da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e de outros seis senadores, quer restringir a propaganda de bets em rádios, tvs, uniformes esportivos, redes sociais, eventos culturais, plataformas de streaming e campanhas com influenciadores digitais.

Transcrição
Uma pesquisa da Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o instituto Equidade.info, mostrou que 9,5% dos estudantes brasileiros de 11 anos já fizeram apostas on-line. A proporção aumenta com a idade e entre os alunos do Ensino Médio, 1 a cada 3 estudantes já teve experiência com bets. Foram ouvidos, entre agosto e setembro, 1912 estudantes de 191 escolas públicas e privadas no país.
Para diminuir o apelo das plataformas de apostas on-line, proibidas para menores de 18 anos, especialmente junto aos grupos mais vulneráveis, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado acaba de dar parecer favorável a um projeto que amplia as restrições à publicidade e ao patrocínio das bets. A proposta foi apresentada pela senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, e por outros seis senadores que fazem parte da Frente Parlamentar Mista da Saúde Mental.
É um projeto construído a várias mãos. Eu só tenho a honra de ser a primeira signatária, mas foi construído com especialista, com a participação de parlamentares, Câmara e Senado, um corpo técnico extraordinário e a gente está preocupado realmente com essa questão da saúde mental por causa do vício nos jogos de apostas.
O objetivo do projeto é limitar o que chama de publicidade predatória, aquela focada no sofrimento humano. Para isso, propõe restringir a propaganda de bets em rádios, tvs, uniformes esportivos, redes sociais, eventos culturais, plataformas de streaming e campanhas com influenciadores digitais.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, os atendimentos na rede pública relacionados a jogos e apostas cresceram 140% entre 2018 e 2025. Em julho, diante do aumento dos casos de endividamento e até de suicídio associado aos jogos, o Ministério da Fazenda determinou que a publicidade das apostas viesse acompanhada de advertência sobre os riscos envolvidos, a exemplo do que acontece com a propaganda de cigarros e bebidas.
A proposta deve ser votada no Plenário. Da Rádio Senado, Raíssa Abreu.

