Comissão debate prevenção ao suicídio
A Comissão de Direitos Humanos discutiu um mal silencioso que aflige milhões de pessoas todo ano. Por ocasião do Setembro Amarelo, a CDH debateu a prevenção ao suicídio. Os especialistas apresentaram caminhos para o enfrentamento do problema e canais de ajuda a quem passa por sofrimento intenso.

Transcrição
Amarelo é a cor que representa um sinal de alerta para um mal que, apesar de vitimar 720 mil pessoas no mundo todo ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, muitas vezes só é visível para quem sofre. Por ocasião do Setembro Amarelo, a Comissão de Direitos Humanos debateu temas voltados à prevenção do suicídio e à valorização da vida.
A presidente do colegiado, senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, relembrou que, ao contrário do que se costuma pensar, não é somente a depressão a causadora do problema. A questão é mais complexa e a senadora defende que a abordagem também seja.
Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida. Prevenir significa, portanto, atuar também nas escolas, nas famílias, nas comunidades; enfrentar o bullying, o cyberbullying e as violências; promover competências socioemocionais e identificar precocemente sinais de sofrimento e garantir acesso oportuno ao cuidado.
A Assessora Parlamentar no Senado Federal e Mãe Atípica Lídia Caroline Correa relatou sua experiência de quem presta cuidados a alguém que exige atenção diferenciada, mas se vê desamparada e apresentou a reflexão: quem cuida de quem cuida?
Quem leva para as terapias, acompanha as consultas, enfrenta as crises diárias e cansativas, procura medicamentos, enfrenta burocracia e muitas vezes deixa a própria vida em segundo plano. Nós esquecemos de nós, nós mães atípicas, nós cuidadores, a gente não tem mais tempo para si. A gente não tem tempo para se alimentar bem, para ir ao médico porque a gente prioriza os nossos filhos. Eu sou a pessoa que precisa de cuidado, mas eu também sou a pessoa que tem que cuidar todos os dias.
O representante do Centro de Valorização da Vida, CVV, Alan Teixeira Lima, apresentou o trabalho da instituição que é referência internacional no tema.
Nós somos mais conhecidos pelo telefone 188. No último ano a gente fez 2 milhões de apoios emocionais. Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, a gente garante o atendimento sigiloso e o anonimato da pessoa que nos procura sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo.
Outro canal de apoio é a Rede Pode Falar, voltada ao apoio a jovens que tenham de 13 a 25 anos. Segundo o Ministério da Saúde, o suicídio é a terceira principal causa de morte entre pessoas de 10 a 19 anos e a quarta entre 20 e 29 anos de idade. Se precisar, peça ajuda. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

