Sem aprovação pelo Congresso, cinco medidas provisórias perdem validade
Cinco medidas provisórias perderam eficácia no final do mês de agosto por não terem sido aprovadas a tempo pelo Congresso. Entre elas, está a MP do Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas. Também perderam validade quatro medidas provisórias editadas pelo governo para reduzir os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.

Transcrição
Cinco medidas provisórias perderam eficácia no final do mês de agosto por não terem sido aprovadas a tempo pelo Congresso. As MPs são editadas pelo governo federal e passam a valer imediatamente, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para se tornarem definitivas.
Entre elas, está a MP do Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas. Assinada em 4 de maio, a medida permitia que pessoas com renda mensal de até R$ 8.105 refinanciassem dívidas de até R$ 15 mil por banco, com taxa de juros máxima de 1,99% ao mês. Também puderam se beneficiar pequenas e microempresas e endividados com o Fundo de Financiamento Estudantil. De acordo com a medida provisória, os devedores que participassem do Novo Desenrola Brasil, teriam o CPF bloqueado em plataformas de apostas de quota fixa, no prazo de doze meses após a assinatura do contrato de renegociação. Para o senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, essa exigência era acertada, ainda que não tenha virado lei.
(senador Paulo Paim) "Essa decisão aponta para a necessidade de responsabilidade. Quem já está endividado não pode ser empurrado para um ciclo ainda mais grave de perdas, especialmente num ambiente como o das apostas online."
Também perderam validade quatro medidas provisórias editadas pelo governo para reduzir os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio. Uma delas abria crédito extraordinário de R$ 17 bilhões no Orçamento para viabilizar tanto a renovação da frota quanto a ampliação das garantias de acesso ao crédito. Outra destinava 14,5 bilhões para financiar a compra de veículos como caminhões, ônibus e micro-ônibus.
A terceira aumetava em R$ 5 bilhões o Fundo de Garantia à Exportação, reforçando o Plano Brasil Soberano. Por fim, também perdeu validade a medida provisória que previa auxílio financeiro de R$ 330 milhões por mês para empresas importadoras de gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha.
Da Rádio Senado, Pedro Pincer.

