Tempo é decisivo no tratamento de câncer infantojuvenil, apontam especialistas — Rádio Senado
Audiência pública

Tempo é decisivo no tratamento de câncer infantojuvenil, apontam especialistas

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) colocou em debate, nesta quarta-feira (2), o Setembro Dourado: mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Especialistas reforçaram a importância do reconhecimento de sinais e sintomas de alerta, diagnóstico precoce e tratamento adequado. O câncer é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Para 2026, são estimados 7.560 novos casos.

04/09/2026, 18h30 - atualizado em 04/09/2026, 18h59
Duração de áudio: 02:30
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Transcrição
As discussões na audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais reforçaram a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado de câncer infantojuvenil. O debate ocorreu pelo Setembro Dourado, que busca conscientizar famílias sobre sinais e sintomas de alerta, além de gestores, na criação de políticas públicas. O câncer é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Para 2026, são estimados 7.560 novos casos. A senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas, conduziu a reunião e disse que a chance de cura é alta, mas depende de acesso a diagnóstico e tratamento precoce. (Senadora Dra. Eudócia) "A doença oncológica na faixa etária infantojuvenil hoje é a que mais mata, mas também tem um ponto positivo: o diagnóstico, sendo precoce, o tratamento, sendo precoce, a cura é alta. Isso aqui é um fato divisor de águas. Por isso, a gente tem que unir forças, para que, cada vez mais, chegue esse diagnóstico precoce e, consequentemente, o tratamento precoce." Até o momento, não há maneiras conhecidas de prevenir o câncer infantojuvenil. A principal forma de combate é pela investigação dos sintomas, que muitas vezes podem estar relacionados a doenças comuns, mas não podem ser ignorados, como alertaram especialistas. A dificuldade de acesso a medicamentos também foi discutida. A presidente do Instituto AnaJu, Laira dos Santos Inácio, perdeu a filha para o neuroblastoma, tumor que começa no sistema nervoso, e teve de entrar na justiça para conseguir os remédios. (Laira dos Santos Inácio) "Durante quase três anos lutei pela Ana Júlia. Não apenas contra o câncer, mas também para entender o sistema, enfrentar a burocracia, obter informações e conseguir respostas. Lutei na Justiça. Foram mais de 20 ações judiciais ao longo da nossa história. Em alguns momentos precisei buscar judicialmente medicamentos que nenhuma família deveria disputar para tentar manter um filho vivo." Mesmo com as dificuldades relatadas, os participantes apontaram avanços na capacidade do poder público nos últimos anos, no que diz respeito ao tratamento especializado para câncer infantojuvenil. O tema da campanha para este setembro é  “O câncer infantojuvenil tem desafios, mas também tem cura. Fique atento aos sinais”. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

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