Novas regras para publicidade de apostas online avançam no Senado — Rádio Senado
Restrição à propaganda

Novas regras para publicidade de apostas online avançam no Senado

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou o projeto que cria novas regras para publicidade, patrocínio e funcionamento das apostas online (PL 2.470/2026). A proposta da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) estabelece restrições à propaganda e prevê medidas para proteger a saúde mental, os consumidores e a economia das famílias. O texto aprovado é uma versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

04/09/2026, 12h45
Duração de áudio: 01:59
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Transcrição
Um projeto aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia proíbe a publicidade de apostas em rádio, televisão, redes sociais, plataformas de streaming e outros meios. A proposta da senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, também acaba com o patrocínio de casas de apostas a clubes, competições esportivas, atletas, influenciadores, eventos culturais e programas de entretenimento. O texto ainda proíbe bônus e outras promoções que estimulam o apostador a continuar jogando e impede o uso de empréstimos ou cartão de crédito para fazer apostas. O projeto ainda cria mecanismos de proteção, como autoexclusão, bloqueio de publicidade, limites de depósito e de perdas, e alertas sobre os riscos do jogo compulsivo. O relator, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, destacou também a criação de um novo tipo de crime para quem divulgar, promover ou intermediar, mediante pagamento ou promessa de vantagem, apostas de operador que não seja autorizado. Para influenciadores, atletas e pessoas famosas, a pena poderá ser maior. (senador Alessandro Vieira) "Induzem aquele consumidor a acessar links que, muitas das vezes, são links de golpe, de fraudes, de sistemas que não operam com auditabilidade. Então, a conduta dessas pessoas é gravíssima." Outra novidade é a classificação dos produtos de apostas pelo risco à saúde pública. Jogos com ciclos rápidos e repetitivos, resultados determinados por sistemas aleatórios e mecanismos de recompensa variável poderão ser considerados de risco excessivo e terão a oferta proibida. A proposta segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais. Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira. 

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