Doenças raras: projeto obriga divulgação de cada fase de registro de medicamento
Cada fase do processo de registro de um medicamento para doença rara terá que ser divulgada na internet pela Anvisa, segundo projeto (PL 5.201/2026) apresentado nesta quinta-feira (27) pelo senador Hermes Klann (PL-SC). O objetivo é ampliar a previsibilidade para pacientes, famílias e profissionais de saúde, sem interferir na autonomia técnico-científica da agência. A proposta aguarda designação das comissões do Senado pelas quais deverá ser analisado.

Transcrição
O novo projeto foi anunciado pelo senador Hermes Klann, do PL de Santa Catarina, na quinta-feira, durante uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos sobre a suspensão de um medicamento para distrofia muscular de Duchenne:
(senador Hermes Klann) "Acabo de dar entrada em um projeto de lei para aumentar a transparência da Anvisa nos processos de registros de medicamentos destinados a doenças raras, trazendo segurança e informação a todos."
Doenças raras atingem cerca de 13 milhões de brasileiros, 65 pessoas a cada 100 mil. Existem entre 6 mil e 8 mil tipos diferentes de doenças raras catalogadas e 80 por cento têm causas genéticas, geralmente se manifestando ainda na infância. As famílias costumam enfrentar longos anos de espera até o diagnóstico correto ser feito. Quando existe tratamento, os remédios costumam ser caros e precisam passar por um processo de testes até a aprovação pela Anvisa. O projeto muda a lei que criou a Anvisa, em 1999, para tornar obrigatória a divulgação na internet de cada fase desses processos, com histórico das movimentações, existência de exigências técnicas e períodos de suspensão de prazos regulatórios para que elas sejam atendidas. O senador Hermes Klann pretende ampliar a previsibilidade para pacientes, famílias e profissionais de saúde, sem interferir na autonomia técnico-científica da Anvisa.
(senador Hermes Klann) "Quero dizer à Anvisa e ao Ministério da Saúde que ninguém espera irresponsabilidade. O que o Brasil espera é eficiência. O que as famílias esperam é transparência. O que essas crianças esperam é prioridade de verdade."
O projeto aguarda designação das comissões do Senado pelas quais deverá ser analisado.
Da Rádio Senado, Marcio Maturana.

