Chegam ao Congresso medidas provisórias que socorrem exportadores e mercado de combustíveis
Chegaram ao Congresso duas novas medidas provisórias, editadas pelo governo federal, para socorrer setores estratégicos da economia brasileira. Uma das medidas (MP 1.386/2026) busca tentar reduzir o impacto das tarifas americanas sobre as empresas exportadoras do Brasil. A outra medida (MP 1.388/2026) libera mais subsídios para os combustíveis diante da alta internacional do preço do petróleo.

Transcrição
As duas novas medidas provisórias do governo socorrem dois setores estratégicos da economia: os exportadores e o mercado de combustíveis.
Uma das medidas permite que empresas afetadas pelas novas tarifas impostas pelo governo americano prorroguem por até um ano o cumprimento de compromissos de exportação, com a suspensão de tributos. No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 13% em relação ao mesmo período de 2025.
Já a outra medida libera três bilhões de reais para subsidiar a produção e a importação de diesel e gasolina, diante dos efeitos dos conflitos no Oriente Médio sobre o preço do petróleo. O Brasil importa cerca de 10% da gasolina e entre 25% a 30% do diesel consumidos internamente.
Para Carlos Pio, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, as medidas são importantes neste momento, mas o Brasil também precisa adotar estratégias como investir em capacitação e abrir mercados em outros países.
(Carlos Pio) "Esse é um momento de emergência. A gente precisa aumentar a produtividade da economia como um todo. Então, como política de longo prazo, a gente precisa redirecionar as nossas preocupações para a formação de capital humano. É reforçar as qualificações dos trabalhadores. E ampliar o comércio com os outros parceiros de qualquer lugar do planeta, em qualquer setor. Para isso, a gente precisa ter mais e mais acordos comerciais."
As duas medidas provisórias já estão em vigor, mas precisam ser aprovadas por deputados e senadores para continuar valendo.
Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira.

