TSE registra 315 candidaturas ao Senado. Mulheres representam 22% do total — Rádio Senado
Eleições 2026

TSE registra 315 candidaturas ao Senado. Mulheres representam 22% do total

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já haviam sido registradas 315 candidaturas ao Senado no dia 17 de agosto de 2026. Desse total, são 69 mulheres e 246 homens. Dos atuais 54 senadores que terminam o exercício do mandato no início do próximo ano, 32 vão tentar uma reeleição. Quanto à idade, três candidatos têm mais de 90 anos e 20 têm menos de 40. No critério cor/raça, dois afirmaram que são amarelos; 192, brancos; quatro, indígenas; 88, pardos; e 29, pretos.

17/08/2026, 16h46 - atualizado em 17/08/2026, 16h52
Duração de áudio: 03:53
Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Transcrição
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, foram registradas 315 candidaturas ao Senado. Das 81 vagas existentes, apenas 54 estão em disputa nessas eleições de 2026. Cada eleitor poderá eleger dois senadores no seu estado ou no Distrito Federal. Os registros foram menores do que em 2018, quando 361 candidatos concorreram ao mesmo número de cadeiras. O Piauí é o estado com o maior número de candidaturas. São 21, sendo duas mulheres e dezenove homens. Alagoas, também no Nordeste, tem o menor número, 7 candidaturas: uma mulher e seis homens. Em todas as unidades, são mais candidatos que candidatas, somando  246 homens e 69 mulheres. Rondônia tem o maior número de candidaturas femininas se comparado ao total de homens: são 4 candidatas, num universo de 10 concorrentes, o que representa 40% do total de pessoas que buscam uma vaga no Senado.   Nos últimos anos, o Senado analisou alguns projetos já transformados em lei, que têm como objetivo aumentar a participação feminina na política e combater a chamada violência política de gênero. Um deles, aprovado em julho de 2021, transformou-se na lei que define regras de prevenção, repressão e combate à violência política contra a mulher, nos espaços e atividades relacionados ao exercício de seus direitos políticos e funções públicas. Além disso, o texto visa assegurar a participação feminina em debates eleitorais e criminalizar a divulgação de fato ou vídeo com conteúdo inverídico no período de campanha. Durante a discussão do projeto, a então senadora Nilda Gondim, à época representante do MDB da Paraíba, denunciou que já havia sido vítima desse tipo de violência durante o exercício de seu mandato. (ex-senadora Nilda Gondim) - Pois sofri na pele, ao longo da semana passada e agora já nesta semana, vários tipos de agressões, como xingamentos, ameaças, enfim, toda sorte de palavrões por pessoas que não concordaram e não concordam com o projeto que apresentei, o PL 2.439, o qual permite que os empregadores possam demitir, sem justa causa, aqueles trabalhadores que recusarem a vacinação em tempos de pandemia ou epidemia. Em março deste ano, o Senado lançou o Guia da Candidata, outra iniciativa da casa que vai no sentido de dar apoio a candidaturas femininas. Durante sessão especial, a então senadora e procuradora da mulher no Senado, Augusta Brito, lamentou a necessidade de  uma publicação como essa. (ex-senadora Augusta Brito) - Então, a política não é neutra, ela ainda é atravessada por desigualdades de gêneros, raça e classe, que impõem obstáculos concretos à participação feminina. Mulheres enfrentam dificuldades maiores de acesso a financiamentos, às redes de apoio, à visibilidade, bem como são alvos mais frequentes de ataques de desinformação e de violência política. Por incrível que pareça, a gente precisa explicar por que um guia para candidaturas femininas - como tantos outros projetos que a gente apresenta, a gente também tem que explicar a necessidade deles. Ainda de acordo com os dados do TSE, dos atuais 54 senadores em final de mandato, 32 vão tentar a reeleição. Quanto à idade, 3 candidatos têm mais de 90 anos e 20 têm menos de 40. No critério cor/raça, 2 afirmaram que são amarelos, 192, brancos; 4, indígenas; 88, pardos; e 29, pretos. Da Rádio Senado Alexandre Campos. 

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