Candidatos e candidatas já podem pedir voto nas redes, inclusive ao vivo — Rádio Senado
Eleições 2026

Candidatos e candidatas já podem pedir voto nas redes, inclusive ao vivo

A partir dessa semana, os candidatos e candidatas já podem fazer propaganda eleitoral explícita pelas redes, inclusive por meio de programas ao vivo - as lives. Os canais oficiais de propaganda devem estar cadastrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também precisa ser identificado qualquer conteúdo gerado ou modificado significativamente por inteligência artificial.

17/08/2026, 18h53 - atualizado em 17/08/2026, 19h17
Duração de áudio: 02:44
Personagem Fictício - Imagem: Thainá Salviato/Rádio Senado (gerada com auxílio de IA)

Transcrição
Há não muito tempo no Brasil, o espaço que a maioria dos partidos tinha na TV e no rádio era tão curto que valia de tudo para chamar a atenção do eleitor. Quem lembra da fala do já falecido e então candidato à presidência? Meu nome é Enéas. Mas o tempo é outro, e o palco aberto da internet está disponível oficialmente a partir dessa semana na cena eleitoral. Os candidatos e candidatas às eleições de outubro já podem fazer propaganda eleitoral explícita pelas redes, inclusive pelas lives, a modalidade de transmissão de vídeos ao vivo que se popularizou durante a pandemia de Covid-19. O TSE diz que os canais oficiais de propaganda são aqueles cadastrados junto com os registros de candidatura. O conteúdo impulsionado ou pago, que só pode ser publicado por partidos, federações e coligações, deve estar claramente identificado, assim como qualquer conteúdo gerado ou modificado significativamente por inteligência artificial. E é justamente a IA a maior preocupação dos especialistas. A especialista em tecnologia digital Maria Paula Almada, que participou de um debate sobre eleições e internet no Conselho de Comunicação Social do Congresso, disse que a maior parte das pessoas não consegue diferenciar um conteúdo real de um produzido por inteligência artificial. (Maria Paula Almada) "Apenas 27% dizem conseguir identificar fake news com facilidade. É difícil até para os especialistas identificarem o que é verdade e o que é manipulado, o que foi criado sinteticamente a partir das ferramentas de IA. Então, consequentemente, a própria capacidade do cidadão de tomar decisões que vão fazer com que ele defina seu voto." Já para o advogado e professor Diogo Rais, a legislação eleitoral não acompanha a velocidade das mudanças na tecnologia. (Diogo Rais) "No campo do Direito Eleitoral, da legislação eleitoral, as leis que menos mudaram foram justamente as leis que se referem à internet. Uma lei feita na época do Orkut, que regula todo o processo, por exemplo, do TikTok, da inteligência artificial, do generativo e de todos os desafios digitais que a gente tem." Os eleitores e eleitoras são livres para manifestar apoio espontâneo e gratuito a candidatos e candidatas em suas redes sociais. Da Rádio Senado, Raíssa Abreu.

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