Pesquisa mostra relevância de instituições filantrópicas no Brasil — Rádio Senado
Terceiro Setor

Pesquisa mostra relevância de instituições filantrópicas no Brasil

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sediou nesta quarta-feira (12) o lançamento da pesquisa "Avaliação dos Benefícios Econômicos e Sociais das Instituições Filantrópicas nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social". O estudo realizado traz dados a respeito da atuação das entidades na prestação de serviços públicos no Brasil.

13/08/2026, 17h09
Duração de áudio: 02:37
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Transcrição
As atividades desenvolvidas por instituições filantrópicas são essenciais na prestação de serviços públicos no Brasil, segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe. O material foi lançado em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais e encomendado pelo Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas. De acordo com o levantamento, em 2024, as filantrópicas deixaram de arrecadar cerca de R$ 18 bilhões de reais em impostos, já que têm condição especial na legislação. Mas a devolução desse valor em forma de serviços prestados à população foi aproximadamente três vezes maior, em torno de  R$ 65 bilhões, o que representa o quanto seria gasto pelo governo na realização do mesmo trabalho. No mesmo ano, as entidades foram responsáveis por 32% dos procedimentos hospitalares realizados no SUS, com 4,5 milhões de atendimentos. O senador Flávio Arns, do PSB do Paraná, presidiu a reunião e reforçou que, diferentemente do setor privado, o foco das filantrópicas não é lucro, mas reinvestimento dos ganhos financeiros nos serviços oferecidos à população. (senador Flávio Arns) "Áreas essenciais para o Brasil não existiriam se não fosse o terceiro setor. Pessoas com deficiência que necessitam de uma escola especializada: Apaes, Pestalozzi, Coirmãs são todos o terceiro setor. Hospitais, santas casas." As entidades estão à frente de cerca de 1,4 milhão de vagas socioassistenciais e de 70% dos centros-dia, unidades de atendimento diurno para pessoas idosas e pessoas com deficiência. As filantrópicas também atuam na educação com a oferta de mais de 330 mil bolsas para estudantes em vulnerabilidade, junto à gestão de milhares de estabelecimentos de ensino básico e superior. O impacto da reforma tributária também foi assunto no debate. A mudança nos impostos manteve a imunidade das instituições, mas o presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas, Custódio Filipe de Jesus Pereira, demonstrou preocupação com a contribuição indireta, citando o IBS e a CBS, que são dois tipos de tributos que vieram com a reforma. (Custódio Filipe de Jesus Pereira) "Nós continuamos imunes, só que nós estamos sendo tributados de forma indireta. Nós estamos sendo tributados nas aquisições porque nós não temos o crédito de IBS e do CBS. Quer dizer, e não temos margem para isso." Também participaram da divulgação da pesquisa representantes de associações nacionais de instituições filantrópicas. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

Ao vivo
00:0000:00