Diretrizes para tratamento da adenomiose vão a Plenário para votação final — Rádio Senado
Saúde feminina

Diretrizes para tratamento da adenomiose vão a Plenário para votação final

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou emendas apresentadas ao projeto que trata da descoberta precoce e do tratamento da adenomiose (PL 406/2024). A doença é uma alteração no endométrio (parte interna do útero), que causa o crescimento de células para o interior do músculo do órgão, podendo provocar inchaço, sangramento menstrual intenso e cólicas fortes. Em vez da criação de um programa em separado, os parlamentares optaram por inserir, nas políticas já existentes, as diretrizes sobre essa condição ginecológica. A proposta segue para votação final no Plenário.

12/08/2026, 14h19 - atualizado em 12/08/2026, 18h00
Duração de áudio: 01:57
Foto: Thainá Salviato/Rádio Senado (com auxílio de IA)

Transcrição
A adenomiose acontece quando células do endométrio, camada mais interna do útero, invadem a musculatura desse órgão, provocando aumento do volume uterino, cólicas fortes e hemorragias. Para fortalecer as políticas de atenção à saúde da mulher e dar visibilidade a essa condição ginecológica, muitas vezes negligenciada ou vista apenas como uma dor menstrual mais intensa, o projeto aprovado pelos senadores determina a criação de diretrizes para a detecção precoce e o tratamento da adenomiose. Durante o debate no Senado, foi abandonada a ideia inicial da proposta, de se criar um programa autônomo sobre o tema. Os parlamentares optaram por recomendar ao poder público que as ações específicas de tratamento da adenomiose sejam inseridas nas políticas públicas já existentes no Sistema Único de Saúde. Para a relatora do projeto, senadora Roberta Acioly, do Republicanos de Roraima, as alterações aperfeiçoaram o texto e não retiraram o enfoque principal, que é dar a devida importância ao problema: (sen. Roberta Acioly ) "Investigar esses quadros antes que evoluam para anemia, automedicação, uso recorrente de serviços de urgência e emergência, indicação tardida de procedimentos invasivos. A prioridade é assegurar que os sintomas persistentes sejam reconhecidos, evitar que a dor menstrual incapacitante seja negligenciada e promover acesso a exames ginecológicos e métodos de imagem adequados." O projeto que trata das diretrizes para a detecção precoce e tratamento da adenomiose é de autoria da deputada Clarissa Tércio, do Progressistas de Pernambuco. Como as alterações no texto foram classificadas como "emendas de redação", e não "de mérito", uma vez aprovada no Senado, a proposta não precisará voltar à Câmara e poderá seguir direto para a sanção do presidente da República. Da Rádio Senado, Marcela Diniz.

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