Projeto amplia Fundeb para atendimento de alunos autistas e com doenças raras — Rádio Senado
Educação

Projeto amplia Fundeb para atendimento de alunos autistas e com doenças raras

A Comissão de Educação (CE) pode votar o projeto de lei (PL 1.392/2025) que amplia o uso de recursos do Fundeb para remunerar equipes multiprofissionais que atendem alunos com autismo e doenças raras. A proposta, do senador Carlos Viana (PSD-MG), permite pagar profissionais como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. A proposta já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, se aprovado na CE sem recurso ao Plenário, segue para a Câmara dos Deputados.

07/08/2026, 15h38 - atualizado em 07/08/2026, 16h15
Duração de áudio: 01:34
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - Imagem Ilustrativa

Transcrição
O projeto do senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, permite que o dinheiro do Fundeb seja usado no pagamento de mais profissionais de nível superior que acompanham alunos com transtorno do espectro autista e doenças raras. Hoje, até 30% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica já pode ser usado para remunerar psicólogos e assistentes sociais que fazem parte de equipes de atendimento aos estudantes. Pela proposta, também poderão ser contratados fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e neurologistas. A relatora, senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, entende que é uma questão que vai além da parte pedagógica. (senadora Leila Barros) "Para além da parte didática, eles precisam de uma equipe multidisplinar e esses profissionais não estão contemplados com relação a remuneração fruto do Fundeb. A gente tem atendido muitos coletivos de mães atípicas que falam justamente dessa dificuldade denrto da própria escola de uma equipe multidisciplinar para atender os filhos". A proposta não cria uma nova despesa para o Fundeb, mas amplia as possibilidades de aplicação dos recursos já existentes. O projeto já passou pela Comissão de Assuntos Econômicos e será votado em caráter definitivo pela Comissão de Educação. Se aprovado, pode seguir direto para a Câmara dos Deputados. Se virar lei, a nova regra começa a valer um ano depois da publicação. Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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