Eleitores devem votar em dois candidatos diferentes para o Senado em outubro — Rádio Senado
Eleições 2026

Eleitores devem votar em dois candidatos diferentes para o Senado em outubro

Em 2026, cada eleitor terá dois votos para o Senado, porque serão preenchidas duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Os votos devem ser dados a candidatos diferentes e registrados na unidade da Federação onde o eleitor vota. Se o mesmo nome for repetido, o primeiro voto será válido e o segundo, anulado. A regra, que só aparece a cada oito anos, ainda causa dúvidas e pode aumentar o número de votos brancos e nulos. Entenda como será a votação e o que você precisa saber antes de chegar à urna.

04/08/2026, 15h27 - atualizado em 04/08/2026, 18h06
Duração de áudio: 02:51
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Transcrição
Dois votos, dois nomes e duas vagas. Essa é a conta que o eleitor precisa guardar nas eleições de 2026 para o Senado Federal Na urna eletrônica, o cargo de senador vai aparecer duas vezes. Primeiro, o eleitor digita o número de um candidato, confere a foto e confirma. Em seguida, uma nova tela será aberta para a escolha do segundo candidato. Mas não adianta repetir o número para reforçar o voto no candidato preferido. Os votos precisam ser dados a pessoas diferentes. Se o eleitor escolher o mesmo candidato nas duas vezes, apenas o primeiro voto será válido e o segundo será anulado. A votação em dois nomes ocorre porque, neste ano, cada estado e o Distrito Federal vão preencher duas vagas no Senado. Mas segundo o consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni, muitos eleitores podem chegar ao dia da votação sem saber que têm direito a duas escolhas. (Gilberto Guerzoni) - O eleitor muitas vezes desconhece que tem dois votos. Ele desconhece a lista de candidatos e, muitas vezes, nem chegou a escolher o seu senador, especialmente o seu segundo senador.  A dificuldade aumenta porque o voto para senador divide a atenção do eleitor com as escolhas para presidente, governador e deputados. Para o economista Maurício Moura, o número de cargos em disputa e o pouco tempo de campanha tornam a escolha dos dois candidatos ao Senado ainda mais difícil. (Maurício Moura) - Todo mundo sabe que tem que votar pra senador. Mas é difícil ele escolher um candidato, imagina escolher dois nesse período curto. Eu espero que a gente tenha, tanto da parte do TSE quanto da parte da imprensa, uma sensibilidade de informar os eleitores, primeiro, de que são dois votos e, segundo, da importância de se debruçar sobre a escolha de senadores e deputados. Ao todo, serão eleitos cinquenta e quatro senadores: dois por estado e dois pelo Distrito Federal. Como o Senado possui oitenta e uma cadeiras, isso representa a renovação de dois terços da Casa. O eleitor só poderá escolher candidatos que disputem a eleição na unidade da Federação onde ele vota. Isso não significa que o candidato precise ter nascido naquele estado, mas que a candidatura deve estar registrada ali. A renovação do Senado ocorre de forma alternada desde a Constituição de 1946. Em uma eleição, cada estado elege dois senadores e quatro anos depois, elege apenas um. Como o mandato é de oito anos, os vinte e sete senadores eleitos em 2022 permanecerão no cargo. Para não esquecer nenhuma das escolhas, a recomendação da Justiça Eleitoral é levar uma colinha de papel com os números dos candidatos.  Da Rádio Senado, Marcella Cunha

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