Comissões debatem holocausto cigano, data centers e saúde indígena nesta semana
Na terça-feira (4), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai realizar uma audiência sobre sobre a memória do Holocausto Cigano e o combate à intolerância. Já a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) realiza a quinta reunião sobre o PL 3.018/2024, que trata da regulamentação dos data centers de inteligência artificial. Na quinta-feira (6) a CDH debate a segurança dos agentes de saúde que trabalham em terras indígenas. As reuniões serão interativas e transmitidas ao vivo.

Transcrição
A Comissão de Direitos Humanos debate nesta terça-feira a memória do holocausto cigano, também chamado de holocausto romani.
A estimativa é que entre duzentos e vinte mil e quinhentos mil ciganos tenham sido mortos pelo regime nazista e seus aliados durante a Segunda Guerra Mundial.
O debate foi proposto pela senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal.
(senadora Damares Alves) A gente fala muito da memória do Holocausto judeu, mas a gente esquece como o povo romani, como os ciganos também sofreram naquele período.
A audiência também vai discutir o combate ao anticiganismo, ao antissemitismo e a outras formas de perseguição étnica. Foram convidados representantes do Instituto Vladimir Herzog, do Museu do Holocausto de Curitiba e de organizações de defesa dos povos ciganos.
Também na terça, a Comissão de Ciência e Tecnologia promove mais uma audiência sobre o projeto que regulamenta os data centers voltados à inteligência artificial.
A proposta do senador Styvenson Valentim, do Podemos do Rio Grande do Norte, estabelece regras para o funcionamento dessas estruturas, que armazenam e processam grandes volumes de dados.
O debate desta terça terá foco na segurança energética, na sustentabilidade, na proteção dos consumidores e na governança de dados.
Para o relator, senador Vanderlan Cardoso, do PSD de Goiás, a regulamentação pode ampliar a soberania digital e reduzir a dependência tecnológica do país.
(senador Vanderlan Cardoso) Todos os dias, a IA opera direta e indiretamente em nossas vidas. Porém, ainda somos muito dependentes de estruturas externas ao nosso país. É preciso que a gente fortaleça essa matéria, a fim de ampliar a nossa soberania digital e reduzir essa dependência tecnológica
Na quinta-feira, a Comissão de Direitos Humanos vai discutir a segurança dos agentes de saúde que trabalham em terras indígenas. Representantes de sindicatos de trabalhadores da saúde e da Federação Nacional dos Enfermeiros vão falar sobre os riscos enfrentados por esses profissionais.
Da Rádio Senado, Marcella Cunha

