Centros de educação tecnológica de MG e RJ devem virar universidades tecnológicas
O Senado aprovou, nesta quarta-feira (8), o projeto que transforma os Centros Federais de Educação Tecnológica de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, respectivamente, em Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais e em Universidade Tecnológica Federal do Rio de Janeiro (PL 5102/2023). O projeto, que segue para sanção presidencial, ainda define regras de transição orçamentária, administrativa e de pessoal entre as instituições que deixarão de existir e as novas universidades.

Transcrição
O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que transforma os Centros Federais de Educação Tecnológica de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, respectivamente, em Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais e em Universidade Tecnológica Federal do Rio de Janeiro.
Pelo texto, além de cursos de graduação, pós-graduação e licenciatura voltados para a formação de profissionais nas áreas tecnológica e de professores para as disciplinas específicas de cursos técnicos e tecnológicos, as novas instituições vão ofertar vagas no ensino técnico de nível médio, na educação continuada e promover pesquisas no setor.
Os alunos atualmente matriculados nos chamados Cefets serão transferidos automaticamente para as novas instituições, sem qualquer prejuízo quanto à continuidade dos cursos ou independentemente de adaptação.
Relator do projeto na Comissão de Educação, o senador Camilo Santana, do PT do Ceará, explicou que, nos últimos anos, os CEFETs de Minas Gerais e do Rio de Janeiro ampliaram sua atuação no ensino superior, na pós graduação e na pesquisa aplicada, o que representou uma mudança no perfil acadêmico compatível com o modelo de universidades tecnológicas federais.
(sen. Camilo Santana) - A conversão dessas instituições em Universidades Tecnológicas Federais representa medida compatível com sua evolução institucional e com a complexidade das atividades atualmente desenvolvidas. Trata-se de providência que fortalece a educação superior tecnológica, amplia a capacidade institucional de ensino, pesquisa e extensão e contribui para o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e regional do País.
O projeto aprovado, que segue para sanção presidencial, ainda define regras de transição orçamentária, administrativa e de pessoal entre as instituições que deixarão de existir e as novas universidades, bem como de escolha de reitor. Da Rádio Senado, Alexandre Campos.

