Segurança de jornalistas nas eleições preocupa profissionais da imprensa
O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional promoveu audiência pública nesta segunda-feira (6) sobre a segurança dos jornalistas durante a cobertura das eleições. O debate reuniu especialistas e representantes de organizações voltadas à liberdade de expressão e à defesa dos direitos dos profissionais de imprensa.

Transcrição
Há menos de três meses das eleições, o Conselho de Comunicação Social debateu o aumento da violência contra jornalistas durante esse período.
Artur Romeu, dos Repórteres sem Fronteiras, enfatizou o ambiente hostil que marca a atuação da imprensa.
(Artur Romeu) "A construção política de um ambiente em que jornalistas (são) identificados como inimigos públicos a serem combatidos. Nas redes sociais, no ambiente digital em particular, mas também na cobertura de protestos, manifestações".
Entre 2010 e 2022, ao menos 35 jornalistas foram assassinados no Brasil. O repórter Pedro Rafael Vilela destacou que, nas coberturas eleitorais, muitas ameaças, agressões e tentativas de descredibilização partem de políticos e assessores.
(Pedro Rafael Vilela) "É retirar assuntos da agenda pública por meio da intimidação, por isso que essa violência contra jornalistas tem essa dimensão política, né? Ela busca restringir a circulação de informações de interesse coletivo".
Danyelle Reis, do Observatório da Violência contra Jornalistas, detalhou o protocolo de recebimento de denúncias e investigação dos crimes.
(Danyelle Reis) "Ele institui procedimentos de preservação de prova, inclusive as provas digitais, escuta adequada, de sigilo das fontes, com vistas à redução da impunidade".
Para registrar violações à liberdade de imprensa, as denúncias podem ser enviadas diretamente pelos canais oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Da Rádio Senado, Patrícia Oliveira.

