Economia criativa pode ganhar política nacional — Rádio Senado
Desenvolvimento

Economia criativa pode ganhar política nacional

Sete ministérios trabalham na criação da Política Nacional de Economia Criativa, que deve articular cultura, desenvolvimento econômico, inovação, sustentabilidade e inclusão social. O tema também mereceu a atenção do Senado com a Lei 15.130/2025, originada de um projeto de lei (PLC 134/2017), que permite o uso de fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste para financiar atividades da economia criativa.

03/07/2026, 13h04
Duração de áudio: 02:39
KamranAydinov/Magnific.com/Direitos Reservados - Imagem Ilustrativa

Transcrição
A criatividade também movimenta a economia. Música, audiovisual, moda e tecnologia fazem parte de um setor que gera renda e trabalho em diferentes regiões do país. Pensando nisso, sete ministérios trabalham na criação da Política Nacional de Economia Criativa. A proposta deve ser apresentada por decreto interministerial e articular áreas como cultura, desenvolvimento econômico, inovação, sustentabilidade e inclusão social. O tema já passou pelo Senado. Uma proposta aprovada pelos senadores e sancionada em lei permite que recursos dos fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste sejam usados para financiar atividades ligadas à economia criativa. A medida vale para áreas como artes, turismo, arquitetura, mídias digitais, rádio e televisão. A senadora Professora Dorinha Seabra, do União do Tocantins, relatou a proposta no Senado e destacou que o financiamento pode abrir novas oportunidades de trabalho e renda. (Senadora Professora Dorinha Seabra) “Ele gera oportunidades, incentivo a grupos ligados à economia criativa, gera emprego, logicamente, renda também e cria, inclusive, na minha opinião, nós vamos criar rede de produção ligada a essas diferentes áreas.” A secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, destacou que o setor tem grande potencial no Brasil, mas que os empreendedores criativos ainda precisam de mais apoio para transformar ideias em trabalho, renda e desenvolvimento. (Cláudia Leitão) “Realizamos, ao longo desses últimos 11 meses, que são na verdade os primeiros meses da Secretaria da Economia Criativa, um fórum voltado exatamente ao fomento, financiamento e investimento em cultura e economia criativa no Brasil. Um debate fundamental. Nós temos um potencial absurdo, mas nós precisamos de políticas e não temos ainda essas políticas, porque nós precisamos apoiar também o empreendedor criativo brasileiro.” Dados do Ministério da Cultura mostram que a economia criativa empregava 7 milhões e 400 mil trabalhadores em 2023. A projeção é que esse número chegue a mais de 8 milhões e 400 mil até 2030. O setor também responde por cerca de 3 por cento do Produto Interno Bruto brasileiro. Com supervisão de Maurício de Santi, da Rádio Senado, Henrique Nascimento. 

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