Sancionada lei de divulgação de sintomas para diagnóstico de câncer infantil
A lei que altera a Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica foi sancionada pelo presidente da República (Lei 15.442/2026). Com a nova legislação, as famílias passam a ter um dia ou uma semana para receber orientações sobre a campanha de diagnóstico precoce de câncer infantil. O foco da campanha é capacitar profissionais de saúde e priorizar a divulgação dos sintomas da doença, para conscientizar a população e ampliar as chances de sucesso no tratamento.

Transcrição
Com a sanção da Presidência da República, o Brasil estabelece a informação como principal aliada contra o câncer infantil. Originada na Câmara dos Deputados, a iniciativa objetiva gerar visibilidade aos sinais clínicos de uma doença que, atualmente, é a principal causa de morte por enfermidade entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no país.
Com a conscientização popular, a nova legislação em vigor pretende derrubar as barreiras do diagnóstico tardio e, para isso, instituiu a capacitação contínua de profissionais de saúde, principalmente daqueles que atuam na linha de frente da atenção primária, para detectar os primeiros sinais. Médica, a senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas, detalha a importância da observação dos sintomas o quanto antes.
(sen. Dra Eudócia) - É importante a gente fazer o diagnóstico precoce e as famílias ficarem atentas para alguns sinais e sintomas, como dor óssea, cefaleia, que é a dor de cabeça, palidez, sangramentos, dor abdominal e assim por diante. E agora as famílias terão um dia ou uma semana para poder receber todas essas orientações sobre essa campanha do diagnóstico precoce infantil.
O Instituto Nacional de Câncer, INCA, estima que ocorram aproximadamente oito mil novos diagnósticos de câncer infantil por ano no Brasil. Por outro lado, dados da OMS apontam que, quando a detecção acontece de forma antecipada, as chances de cura podem ultrapassar a marca dos 80%, evitando a necessidade de intervenções mais agressivas e o risco de sequelas. Da Rádio Senado, Douglas Castilho.

